Medida faz parte do pacote de ações que pretendem baratear o custo do combustível no país
O governo brasileiro planeja reduzir o preço do gás de cozinha em 50% nos próximos dois anos, quebrando o monopólio da Petrobras no refino de petróleo. Uma das estratégias em análise é a venda fracionada do gás, permitindo que os consumidores comprem apenas a quantidade desejada em pontos de enchimento, semelhante ao abastecimento de combustíveis em postos.
Venda Fracionada: Benefícios e Desafios
A venda fracionada ofereceria maior flexibilidade financeira aos consumidores, permitindo o abastecimento de acordo com sua capacidade de pagamento. Entretanto, especialistas alertam que o preço por quilo pode aumentar devido à compra de quantidades menores. A principal vantagem seria a possibilidade de adequar o consumo à renda disponível.
Impactos Econômicos e Tributários
A redução de preços também dependerá de melhorias no ambiente de negócios e redução da carga tributária. Uma reforma tributária bem planejada seria crucial, mas mexer na tributação impactaria os salários do funcionalismo público, o que não está em pauta atualmente. A redução de impostos é vista como a melhor forma de tornar o gás mais acessível.
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Segurança e Fiscalização: Uma Preocupação
A possibilidade de enchimento em pontos específicos preocupa especialistas em segurança. A fiscalização desses locais pela ANP (Agência Nacional do Petróleo) seria um desafio, considerando as normas rígidas de manuseio de gás e os altos custos de armazenamento e segurança. Há receios quanto à prevenção de acidentes em áreas urbanas.
As medidas governamentais serão discutidas em atrássto no Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). Após a aprovação, a ANP precisará de meses para estabelecer as regras de implementação. Além do GLP (gás liquefeito de petróleo), o governo também busca estimular o mercado de gás natural, visando diversificar o abastecimento, inclusive para caminhões.



