Sobre a efetividade das iniciativas e o impacto nas finanças do país, confira a análise de José Rita Moreira no ‘CBN Economia’
O governo federal planeja anunciar um pacote de medidas econômicas ainda este mês, com o objetivo de aquecer o mercado. Entre as ações previstas estão a liberação de recursos do FGTS, novas linhas de crédito e a possibilidade de renegociação de dívidas do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
Medidas para estimular a economia
Segundo o economista José Rita Moreira, consultado pela CBN Economia, o pacote segue um padrão observado em anos eleitorais, com medidas em âmbito federal, estadual e municipal. As medidas visam auxiliar a população a lidar com as consequências econômicas da pandemia, como inflação e endividamento. A liberação de recursos do FGTS, por exemplo, permitiria que cidadãos quitassem dívidas, especialmente aquelas com juros altos, como as de cheque especial e cartão de crédito.
Renegociação de dívidas e incentivos fiscais
O pacote também deve incluir a renegociação de dívidas do Fies, beneficiando estudantes com dificuldades financeiras. Além disso, há previsão de isenção de impostos para investimentos internacionais em empresas privadas, buscando atrair capital estrangeiro e impulsionar a economia. Para Moreira, apesar das críticas sobre o caráter eleitoreiro das medidas, trata-se de ações importantes e bem-vindas, que podem gerar resultados positivos.
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Análise do impacto da liberação do FGTS
A liberação dos recursos do FGTS é vista como uma solução para quem está com dívidas e cujo dinheiro parado na conta não rende o suficiente para compensar a inflação. Embora a alta taxa de juros possa impactar a utilização desses recursos, a possibilidade de quitar dívidas com juros mais altos é considerada uma alternativa mais vantajosa do que manter o dinheiro no FGTS com baixo rendimento. A medida, portanto, pode ser eficaz em aliviar o endividamento da população e impulsionar o consumo.