Ministro de Minas e Energia disse que há segurança energética para o período, mas que o assunto deve ser rediscutido ano que vem
O governo federal anunciou oficialmente o fim do horário de verão no Brasil. A decisão, divulgada em coletiva de imprensa em Brasília, põe fim à discussão sobre a sua continuidade.
Segurança Energética: A Razão Principal
A principal justificativa para o fim do horário de verão foi a segurança energética. Segundo o governo, medidas tomadas nos últimos 40 dias, principalmente o controle do despacho de usinas do norte do Brasil, permitiram garantir o abastecimento de energia sem a necessidade de mudança no horário. A gestão do uso das usinas, considerando as diferentes características de Belo Monte e outras, foi crucial para essa decisão. O período seco também foi um fator levado em conta.
Custo-Benefício e Planejamento
Outro ponto destacado foi a análise de custo-benefício. O horário de verão apresenta maior impacto positivo entre outubro e meados de dezembro. Implementá-lo atrásra traria pouco benefício, exigindo um planejamento mínimo para adaptação dos setores, com entrada em vigor apenas em meados de novembro. Apesar disso, o governo afirma ter contatado setores produtivos, como o aéreo, para planejamento de eventuais adaptações.
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Opiniões Divergentes e Prioridades
O governo reconhece a divisão de opiniões sobre o horário de verão na população. No entanto, a segurança energética foi priorizada na tomada de decisão. Embora a possibilidade de retorno em períodos futuros não esteja descartada, a decisão atual considera os contratos de distribuição de energia vigentes no país e a necessidade de garantir o fornecimento sem interrupções. A política energética brasileira foi considerada para a tomada de decisão, mostrando que o assunto continua em pauta para o futuro.



