Financiamentos passam a ser concedidos sem a cobrança de juros; taxa era de 6,5%
O Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) passou por mudanças significativas, principalmente em relação às taxas de juros. Agora, os estudantes que firmarem contrato terão taxas de juros reais iguais a zero, uma grande diferença em comparação aos 6,5% ao ano praticados anteriormente.
Novas condições e migração para o sistema
De acordo com Marcelo Dauré-Machado, professor de cursinho pré-vestibular, estudantes com contratos antigos podem migrar para o novo modelo. Para participar do Fies, é necessário ter feito o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) a partir de 2010. Alunos que fizeram o Enem há alguns anos também podem pleitear o financiamento, desde que tenham obtido média de 450 pontos e não zerado na redação. Outra mudança importante diz respeito à renda familiar, que atrásra precisa ser de no máximo três salários mínimos per capita, diferente do limite de 20 salários mínimos vigente até 2015.
Facilidades e sustentabilidade do programa
Uma das principais alterações é a facilidade no pagamento após a conclusão do curso. O governo adotou uma medida que desconta as parcelas do financiamento diretamente da folha de pagamento do estudante recém-formado que esteja empregado. Essa mudança visa garantir a sustentabilidade do programa, que em 2016 registrou um índice de inadimplência de 50%, gerando um rombo de mais de R$ 30 bilhões. Ajustes anteriores, como a redução do teto de financiamento de R$ 42 mil para R$ 30 mil por semestre (em fevereiro de 2017), também contribuíram para essa busca por equilíbrio.
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Novas vagas e perspectivas
O Ministério da Educação (MEC) anunciou 310 mil novas vagas para o programa de crédito estudantil em 2024, sendo 100 mil com juros zero. O prazo máximo do financiamento é de 14 anos, e a renda familiar máxima para os interessados foi ampliada para até cinco salários mínimos. O Fies também passou a definir vagas semestralmente, alterando o sistema anterior baseado na demanda dos estudantes. Essas mudanças visam tornar o financiamento mais acessível e sustentável a longo prazo, beneficiando um maior número de estudantes brasileiros.



