Quem explica o chamado ‘Pacote de Bondades’ é o economista Adnan Jebailey. Clique e ouça!
O governo federal anunciou um pacote de medidas econômicas, gerando debates sobre sua real eficácia. Especialistas analisam se essas ações, apelidadas de “pacote de bondades”, são uma solução eficaz ou um paliativo para problemas mais profundos.
Saques do FGTS e Antecipação do 13º
Entre as medidas, destaca-se a liberação de até R$ 1.000 do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para trabalhadores com contas ativas ou inativas, creditado automaticamente na conta Caixa Tem. Também foi antecipado o pagamento da primeira parcela do 13º salário para aposentados e pensionistas, a partir de 25 de abril. A ampliação da margem do crédito consignado para aposentados também faz parte do pacote.
Análise Crítica do Pacote
Entretanto, economistas veem o pacote com ceticismo. Para alguns, trata-se de um “pacote do desespero”, uma tentativa de estimular o consumo e o PIB em ano eleitoral, sem resolver problemas estruturais como a alta taxa de juros e a inflação. A liberação do FGTS, por exemplo, é vista como medida de esgotamento, já utilizada em governos anteriores.
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Orientações Financeiras
Apesar das críticas, a liberação de recursos pode auxiliar a população. Especialistas recomendam priorizar o pagamento de dívidas essenciais (aluguel, água, luz), depois as de juros altos (cheque especial, cartão de crédito). O dinheiro do FGTS, se possível, deve ser guardado, mesmo que na poupança, para emergências. Quanto ao adiantamento do 13º, a recomendação é poupar, embora a realidade financeira de muitos aposentados dificulte essa prática. O aumento da margem do consignado deve ser analisado com cautela, pois pode aumentar o endividamento.



