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Governo Nogueira reconhece erro no pedido de aumento da tarifa de água

Executivo voltou atrás no reajuste depois da justiça apontar ilegalidade no projeto
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Executivo voltou atrás no reajuste depois da justiça apontar ilegalidade no projeto

Executivo voltou atrás no reajuste depois da justiça apontar ilegalidade no projeto

Em Ribeirão Preto, novos decretos municipais alteraram o valor da tarifa de água. Inicialmente, um reajuste de 15,53% foi revogado, dando lugar a um novo aumento de 12,37%, com validade a partir de 30 dias após a publicação.

Reajuste e Déficit Orçamentário

O economista José Rita Moreira aponta que, embora o reajuste se baseie em índices de preços ao consumidor, o momento não seria oportuno para repassar o déficit orçamentário da empresa pública de água (ERP) aos consumidores. Considerando a qualidade do serviço prestado, ele defende que a prioridade deveria ser a melhoria da infraestrutura antes de qualquer aumento significativo.

Impacto no Consumidor e Ações Judiciais

A prefeitura, em busca de solucionar o impasse judicial gerado pelo reajuste anterior de 15,53%, que foi suspenso pela justiça, entrou com uma petição informando sobre o novo decreto com o reajuste menor. O aumento, segundo Moreira, não resolve os problemas da ERP, apenas impacta o bolso do consumidor. A ação popular que questionava o reajuste anterior foi movida pelo advogado Alexandre Ferreira de Souza e teve como argumento principal a alegação de que o reajuste não poderia ser superior à inflação dos últimos 12 meses. A juíza, no entanto, refutou o argumento.

Reação da Câmara Municipal

O reajuste inicial de 15,53% foi alvo de críticas da Câmara Municipal, que chegou a aprovar um projeto para suspender o decreto da prefeitura. O vereador Jorge Parada, mesmo com o novo reajuste de 12,37%, considera o valor abusivo. A prefeitura não se pronunciou sobre uma possível ação direta de inconstitucionalidade contra o decreto da Câmara no Tribunal de Justiça de São Paulo.

Em resumo, a situação da tarifa de água em Ribeirão Preto demonstra um conflito entre a necessidade de ajustes financeiros da ERP e a insatisfação da população com a qualidade do serviço. A expectativa é que as melhorias na infraestrutura e no atendimento sejam prioridades da atual administração.

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