Sacerdote, que é militante na causa dos direitos humanos, disse que a atitude é uma hostilidade às pessoas mais vulneráveis
A apropofobia, termo que designa a hostilidade contra pessoas em situação de vulnerabilidade, ganhou destaque recentemente após casos em Franca e região.
Grade na Igreja Matriz de Franca
Em 2019, a instalação de uma grade alta em volta da Igreja Matriz de Franca gerou polêmica. O Padre Júlio Lancelot criticou a obra, argumentando que ela cria uma barreira para aqueles que precisam de ajuda. A Diocese justificou a medida como necessária para evitar o vandalismo e agressões a fiéis e funcionários da prefeitura, afirmando que a assistência aos necessitados continua sendo oferecida.
Padaria em Franca e a Proibição de Esmolas
Uma padaria em Franca colocou um cartaz proibindo a distribuição de esmolas no local, alegando preocupação com a segurança dos clientes devido a abordagens agressivas de alguns moradores de rua. O dono do estabelecimento relatou casos de agressão verbal, enquanto o Padre Júlio criticou a atitude, defendendo a importância da solidariedade e a necessidade de soluções que não rejeitem as pessoas em situação de vulnerabilidade. Alternativas como o compartilhamento de alimentos que não serão mais comercializados são sugeridas.
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Reflexões sobre Apropofobia e a Responsabilidade Social
Os casos de Franca ilustram um problema maior: a apropofobia e a falta de políticas públicas para lidar com a situação de rua. A discussão envolve diferentes perspectivas, desde a segurança de comerciantes e clientes até a necessidade de acolhimento e respeito aos indivíduos em vulnerabilidade. A sociedade como um todo tem um papel a desempenhar na busca por soluções que promovam a inclusão e o combate à desigualdade social.



