Ponte alvo de queixas fica entre as avenidas Luís Galvão César e Vereador José Bompani, na Zona Norte; grupo pede zeladoria
Moradores do bairro José Sampaio, em Ribeirão Preto, relatam uma série de problemas de infraestrutura e saúde pública que afetam a região ao redor da Avenida Luiz Galvão César. Segundo reclamações, o local apresenta acúmulo de lixo, tubulações descartadas, erosão na margem do córrego e um vazamento de água que já dura cerca de dois anos. O repórter Lucas Faleiros foi ao bairro para acompanhar as denúncias.
Descarte irregular e risco ambiental
O entorno da ponte sobre o córrego, próximo à Avenida Vereador José Bonpane, está tomado por resíduos de diversos tipos: papel, sacolas plásticas, restos de comida, roupas, embalagens e até móveis velhos. Moradores afirmam que o despejo constante transformou o local em um lixão a céu aberto, com grande parte do material sendo arrastado pela água do córrego em épocas de chuva.
Além do lixo, foram encontradas tubulações antigas e outros materiais jogados às margens, o que agrava a obstrução do curso d’água e aumenta o risco de alagamentos em eventos de chuva intensa.
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Estrutura comprometida e risco de deslizamento
A própria estrutura da ponte preocupa quem passa pelo local. Em um dos lados da avenida, a grade de proteção é baixa e considerada insuficiente por pedestres e motoristas. Ao lado há uma cratera que vem sofrendo deslizamentos de terra — problema que se agrava durante as chuvas e que, segundo moradores, já apresentou movimentações recentes.
As paredes de concreto do córrego também apresentam danos e rachaduras. Ronaldo Marques, morador da região, alerta para o risco de queda da parede lateral e para a possibilidade de ocorrer um acidente mais grave caso as condições se mantenham, especialmente com a previsão de chuvas fortes.
Vazamento antigo e pedidos por providências
Um vazamento de água aparece como outra queixa recorrente. Testemunhas apontam um jorro constante de água cristalina próximo à Rua Luiz Galvão César, a poucos quarteirões do ponto descrito, na área atrás do segundo campo de futebol. Segundo residentes, o problema persiste há cerca de dois anos e já foi sinalizado informalmente pela vizinhança com um pedaço de madeira.
Os moradores relatam terem procurado órgãos responsáveis diversas vezes sem obter solução. A emissora CBN tentou contato com a Saerp sobre o vazamento, mas não obteve resposta até o fechamento desta reportagem. A prefeitura informou que a Secretaria de Infraestrutura foi acionada para vistoriar o local e avaliar intervenções na Avenida Luiz Galvão César.
Fotos e vídeos enviados por quem vive na região mostram acúmulo de lixo, sinais de erosão e trechos com tubulação solta. Enquanto as equipes técnicas não realizam a manutenção, a população segue acompanhando o ponto com preocupação e cobrando ações urgentes.



