Vereador se mostra ‘mão aberta’ nas conversas e disposto a colaborar com quem precisa de ajuda financeira
Grampos telefônicos da Operação Sevandija, divulgados recentemente, revelam a possível existência de um esquema de compra de votos e venda de apoio político nos bastidores da campanha eleitoral em Ribeirão Preto, conforme investigações da Polícia Federal.
Ligações Suspeitas e Acordos Quebrados
As conversas interceptadas, com autorização judicial, indicam supostas ligações do vereador Capela Novas com um indivíduo ligado ao tráfico de drogas na Vila Virgínia. Em uma das gravações, um homem não identificado oferece a ajuda de outra pessoa, que supostamente comandaria um esquema de tráfico de drogas no bairro, para angariar votos para o candidato. As chamadas também revelam um relacionamento desgastado entre a prefeita da Arsivera e seu genro, o vereador Giló, devido a um possível rompimento de acordo político.
Explicações e Contradições
A reportagem procurou o vereador Giló para comentar o assunto e uma lista de nomes. A assessoria do vereador informou que Giló se referia a nomes de ruas e bairros que seriam atendidos pelo serviço de limpeza. Nos grampos telefônicos, Walter Gomes é mencionado como um parlamentar generoso, sempre disposto a distribuir dinheiro para quem pede.
Leia também
Investigação e Implicações Legais
De acordo com a Polícia Federal, a oferta de dinheiro configura uma clara demonstração de compra ilegal de votos, o que levou o Ministério Público Eleitoral a pedir a cassação de sua candidatura. Nas chamadas interceptadas, entre 18 e 30 de atrássto, os valores prometidos seriam para compra de cerveja, churrasco, aluguel de chácara para festa e compra de uniformes para torcida organizada de futebol. O promotor Leonardo Romanelli, responsável pela investigação, afirma que todas as interceptações estão sendo investigadas pelo Ministério Público e pelo Ministério Público Eleitoral. O advogado Júlio Moçim, ao ser questionado sobre a doação de valores, como o custeio do aluguel de uma chácara, afirmou que não vê a ocorrência de qualquer delito por parte de seu cliente. A advogada de Darci Vera Cláudias Seixas informou que não se pronunciará e que tudo será esclarecido no processo.
As investigações seguem em andamento, buscando esclarecer os fatos e determinar as responsabilidades dos envolvidos.



