Família da jovem, de 23 anos, acusa médicos do sistema público de saúde de negligência; exames apontaram traumatismo craniano
Acidente e atendimento inicial
Ana Cristina Santana Lorenzo, de 23 anos e grávida de seis meses, faleceu em Ribeirão Preto após um acidente de trânsito ocorrido em 19 de maio. O acidente aconteceu no cruzamento das ruas Amadeu Amaral e Américo Brasiliense, quando uma motorista avançou o sinal de pare, atingindo a moto em que Ana Cristina estava na garupa. O condutor da moto e a motorista sofreram ferimentos leves e foram encaminhados à UPA. Ana Cristina, em estado grave, foi levada à Santa Casa de Ribeirão Preto e recebeu alta no mesmo dia.
Sequência de atendimentos e óbito
Após a alta da Santa Casa, o estado de saúde de Ana Cristina piorou significativamente. A família relata que ela passou por vários atendimentos em UPAs, antes de ser novamente internada na Santa Casa, onde veio a falecer no sábado. O atestado de óbito aponta tromboembolia pulmonar, traumatismo craniano e pielonefrite (inflamação nos rins) como causas da morte. Uma tomografia realizada no dia do acidente já havia apontado o traumatismo craniano.
Investigação e acusações
A família de Ana Cristina acusa os médicos do sistema público de saúde de negligência. A Secretaria Municipal de Saúde de Ribeirão Preto informou que os atendimentos prestados à jovem nas UPAs e unidades básicas de saúde serão apurados com rigor. O acidente, inicialmente registrado como dupla lesão corporal culposa, foi alterado para homicídio culposo e lesão corporal após a morte de Ana Cristina, já que o mototaxista sobreviveu.
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O caso levanta questionamentos sobre a qualidade do atendimento médico prestado e as circunstâncias que levaram ao óbito da jovem grávida. A apuração dos fatos é fundamental para esclarecer as responsabilidades e buscar justiça pela perda de Ana Cristina e seu bebê.



