O greening atingiu 48,08% das laranjeiras do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo e Sudoeste Mineiro em 2026, segundo levantamento da Fundecitrus. O índice representa aumento de 0,45 ponto percentual em relação ao ano passado e a menor taxa de evolução da doença nos últimos nove anos, mantendo a tendência de desaceleração observada nos levantamentos anteriores.
O pesquisador do Fundecitrus, Renato Bassanezi, destaca a atuação dos citricultores no controle do psilídeo, vetor do greening, na rotação de inseticidas, na frequência e no momento das aplicações e na eliminação de plantas doentes. Apesar do cenário de menor evolução, a severidade da doença aumentou entre as plantas que permanecem no campo, especialmente nos pomares com mais de dez anos. Em agosto, a média de captura do psilídio também ultrapassou 6,22 insetos por armadilha, a maior do ano.
O segundo semestre exige atenção redobrada dos produtores por causa da intensa emissão de brotações, que favorece o aumento da população do psilídio. O desafio é manter o rigor no controle do vetor e na eliminação das plantas doentes para reduzir ainda mais a evolução da doença e os prejuízos à citricultura.
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