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Greentechs e cleantechs, você conhece as startups focadas em soluções ambientais?

Integrando tecnologia e inovação com práticas sustentáveis, empresas ajudam na redução de impactos como a emissão de gases
Greentechs e cleantechs
Integrando tecnologia e inovação com práticas sustentáveis, empresas ajudam na redução de impactos como a emissão de gases

Integrando tecnologia e inovação com práticas sustentáveis, empresas ajudam na redução de impactos como a emissão de gases

Startups verdes têm ganhado espaço ao oferecer soluções que ajudam empresas e administrações públicas a reduzir impactos ambientais e compensar emissões de carbono. Programas de aceleração, como o BNDES Garagem, e instrumentos financeiros voltados à sustentabilidade têm estimulado iniciativas que conciliam retorno econômico e benefícios ambientais.

Impacto imediato e projeções econômicas

Os efeitos das mudanças climáticas estão cada vez mais visíveis e recentes tragédias reforçam a urgência de ação. No Rio Grande do Sul, enchentes e desastres associados mobilizaram todo o país: mais de 200 mil pessoas foram forçadas a deixar suas casas, 48 mil precisaram de abrigos públicos, havia 134 pessoas desaparecidas e 85 mortes, segundo o último balanço da Defesa Civil divulgado em 6 de maio — mais de um milhão de pessoas foram afetadas.

Além do impacto humanitário, estudos científicos e relatórios econômicos apontam perdas substantivas para a economia global. Uma publicação da revista Nature indicou que a queda de produtividade por efeito das mudanças climáticas pode levar a perdas de até 19% na economia mundial até 2049. Em linha com esse alerta, o Fórum Econômico Mundial estimou em 2023 que os custos das mudanças climáticas podem chegar a 8 a 15 trilhões de dólares por ano até 2050, valor equivalente a quase 3% do PIB global, incluindo danos à infraestrutura, agricultura e saúde.

ESG, logística reversa e incentivos financeiros

Diante desse cenário, a agenda ESG (ambiental, social e governança) deixou de ser apenas discurso e passou a integrar critérios reais de mercado. Instituições financeiras, como bancos e fundos de investimento, vêm exigindo relatórios e compliance ambiental como condição para concessão de recursos. Conceitos como Green Tax ou Clean Tax têm surgido na discussão sobre instrumentos que incentivem práticas menos emissoras de carbono.

Práticas como logística reversa — o planejamento do ciclo de vida de um produto pensando no descarte e na devolução de embalagens — são citadas como eficientes para reduzir impactos e gerar oportunidades de negócio. No setor agropecuário, por exemplo, fabricantes e distribuidores de defensivos têm a responsabilidade de destinar corretamente embalagens e resíduos, o que abre espaço para empresas especializadas em coleta, reciclagem e gestão de resíduos.

Startups que já atuam no mercado

No ecossistema brasileiro, várias startups se destacam por soluções aplicáveis a grandes empresas e órgãos públicos. Exemplos citados incluem a Recicla Clube, que oferece gestão de resíduos para empresas (desde recicláveis até resíduos orgânicos); a Recigazes, focada na regeneração de gases refrigerantes e na mitigação de emissões associadas; e a Trashing, que atua diretamente com logística reversa e gestão de resíduos corporativos. Esses modelos não apenas ajudam na mitigação de emissões, como também apoiam companhias a obter certificações (como normas ISO) valorizadas no mercado.

Programas de aceleração e fundos de investimento têm papel-chave ao escalar projetos ambientais, alinhando inovação, tecnologia e requisitos regulatórios que se tornam cada vez mais presentes nas demandas de mercado.

O desafio é ampliar e consolidar essas iniciativas para transformar respostas pontuais em políticas e negócios duráveis que reduzam riscos climáticos e promovam adaptação social e econômica.

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