Professores pedem reajuste salarial e equiparação salarial de toda categoria; manifesto também atinge Miguelópolis
A única escola municipal de ensino fundamental de Sales Oliveira, o colégio José Coutinho Pereira, com seus 630 alunos, teve suas portas fechadas hoje, pegando estudantes e pais de surpresa. A paralisação impactou o dia a dia das famílias, como relatou a dona de casa Camila Dia Silva, mãe de Felipe Rafael Silva, de 8 anos, que viu seu trabalho ser comprometido pela falta de opções para cuidar do filho.
Reivindicações Salariais e Equiparação
A greve dos professores é motivada pela ausência de reajuste salarial desde 2013 e pela busca de equiparação salarial entre os profissionais da educação infantil e do ensino fundamental. Segundo a professora Joana Bonato, a diferença salarial entre as categorias chega a quase 20%, um valor considerado injusto pela categoria.
Impacto da Suspensão do Vale-Alimentação
Além do reajuste e da equiparação, os professores reivindicam a volta do pagamento do vale-alimentação, suspenso desde outubro do ano passado. A professora Adriana Cremonini destacou o impacto da suspensão no orçamento familiar, especialmente em tempos de crise econômica. O benefício, que em alguns casos representava 10% do salário, faz falta para muitos professores, principalmente aqueles com filhos.
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Prazo Limite e Negociações
A paralisação ocorre em um momento crucial, já que a legislação eleitoral impõe um prazo limite de 5 de abril para que as prefeituras concedam aumentos a funcionários públicos. Após essa data, qualquer reajuste só poderá ser concedido no próximo ano. Apesar da reunião entre representantes dos professores e o departamento jurídico da prefeitura de Sales Oliveira, não houve acordo, e a greve persiste. A prefeitura afirma que continua aberta a negociações.
Situação semelhante ocorre em Miguelópolis, onde professores da rede municipal protestam contra a não aprovação de um projeto que regulariza e aumenta a aposentadoria da categoria. A Câmara dos Vereadores informou que o assunto poderá ser votado em breve, mas ainda depende de análise. A prefeitura de Miguelópolis se comprometeu a repor todas as aulas perdidas.
Diante do impasse, a comunidade escolar aguarda o desfecho das negociações, esperando que as partes encontrem um caminho para garantir os direitos dos professores e o retorno dos alunos às salas de aula.



