Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Lis Canello
Após sete dias de paralisação, a greve dos bancários em Ribeirão Preto e região chegou ao fim. Silvio Gonçalves, presidente do sindicato da categoria, concedeu entrevista para detalhar os motivos que levaram à decisão e os resultados alcançados.
As Demandas e a Proposta Aceita
Inicialmente, os bancários reivindicaram um aumento salarial de 12,5%, além de outras demandas relacionadas a questões sociais e pessoais. Segundo Silvio Gonçalves, essas cláusulas de caráter humano têm impacto direto na vida da população. A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) apresentou uma contraproposta, que foi analisada pelo comando nacional dos bancários em São Paulo. Ao final, a proposta dos banqueiros foi aceita, concedendo um aumento de 8,5% nos salários e 9% no piso salarial da categoria.
Piso Salarial e a Busca por uma Vida Digna
Com o reajuste, o piso salarial inicial para um bancário em atividade alcançou R$ 1.796,45. No entanto, a categoria almejava um piso salarial de R$ 2.999, valor estipulado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) como necessário para garantir uma vida digna. Silvio Gonçalves justificou a demanda, argumentando que os bancários trabalham com a maior potência financeira do Brasil e que os bancos teriam condições de arcar com esse valor, o que, consequentemente, impulsionaria a economia do país.
Leia também
Impacto da Greve na População e o Atendimento Bancário
Apesar dos sete dias de greve (cinco dias úteis), o sindicato minimizou o impacto na população. Segundo Gonçalves, houve poucas reclamações, pois todas as agências mantiveram um contingente mínimo de 30% de funcionários, incluindo gerentes e tesoureiros, para atender às necessidades da população. O sindicato afirma ter se antecipado às possíveis dificuldades, visitando as superintendências dos bancos e garantindo o respeito ao direito de greve, sem bloquear a entrada de funcionários.
Com o reajuste salarial e o aumento no piso, a greve dos bancários em Ribeirão Preto e região chega ao fim, sinalizando um novo capítulo nas negociações entre a categoria e os bancos.



