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Greve dos bancários completa um mês

Esta já é a maior greve da categoria; sindicato pede reajuste de 14,78%, sendo 5% de aumento real
Greve dos bancários
Esta já é a maior greve da categoria; sindicato pede reajuste de 14,78%, sendo 5% de aumento real

Esta já é a maior greve da categoria; sindicato pede reajuste de 14,78%, sendo 5% de aumento real

A greve dos bancários, que já se estende por um período considerável, continua a impactar a vida de muitos brasileiros, especialmente os mais vulneráveis. Em meio a essa paralisação, idosos enfrentam dificuldades para acessar seus benefícios, expondo a fragilidade do sistema em situações de crise.

O Drama dos Idosos com Benefícios Vencidos

A Rádio CBN acompanhou de perto o caso de uma senhora de 85 anos que, após inúmeras tentativas, conseguiu finalmente receber seu benefício. A situação dela reflete a realidade de muitos outros idosos que dependem desses recursos para sua subsistência. A dificuldade se agrava para aqueles com cartões vencidos ou problemas com biometria, como relatado pela citologista Chris Leide Silva, cuja mãe enfrenta obstáculos para realizar o cadastramento biométrico e, consequentemente, sacar o benefício.

Direitos do Consumidor em Tempos de Greve

Diante desse cenário, a CBN consultou a advogada Mariana Nicoletti para esclarecer os direitos dos consumidores durante a greve. A advogada ressaltou que, embora a greve seja um direito constitucional, ela não pode prejudicar o consumidor. A lei determina que serviços essenciais devem ser mantidos, mesmo que com capacidade reduzida. Caso o consumidor não consiga resolver o problema por outros meios, como SAC ou ouvidoria, ele pode recorrer ao Procon ou ao Judiciário.

Obrigações dos Bancos e Possíveis Indenizações

Mariana Nicoletti enfatizou que é dever do sindicato informar quais agências bancárias estão funcionando durante a greve. Se o banco se recusar a atender, o cliente pode buscar a justiça e até pedir indenização. O consumidor tem o direito de ser atendido em uma agência, mesmo que não seja a de costume. Caso o atendimento seja negado, ele pode exigir a presença de uma autoridade competente, formalizar uma reclamação e, em alguns casos, ser indenizado. Ele também pode procurar o Procon, um advogado ou o Ministério Público.

Em meio a essa paralisação prolongada, a expectativa recai sobre a audiência marcada entre a Fenaban e o sindicato dos bancários, na esperança de um acordo que coloque fim à greve e minimize os impactos sobre a população.

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