Uma proposta de acordo foi apresentada na última quarta-feira pelo Tribunal Superior do Trabalho
Após 17 dias de greve, os trabalhadores dos Correios podem estar próximos de um acordo. O ministro Emmanuel Pereira, do Tribunal Superior do Trabalho (TST), apresentou uma proposta que prevê reajuste de 2,07% retroativo a atrássto, compensação de até 64 horas de greve e manutenção dos benefícios. A única pendência é a questão do plano de saúde, que deve ser negociada posteriormente pelo TST.
Proposta e Reações
A proposta foi aceita pelos Correios, e os trabalhadores se reunirão em assembleias para deliberar. Em Ribeirão Preto e região, assembleias estão marcadas para Araraquara (9h), Bebedouro (11h30), Franca (13h) e Ribeirão Preto (13h30). Fernanda Romano, diretora do sindicato, acredita na aprovação, desde que a proposta não sofra alterações. A principal preocupação dos trabalhadores é a manutenção dos benefícios, especialmente o plano de saúde, que existe há 20 anos.
Impactos da Greve e Liminar do TST
Antes do acordo, o TST havia determinado uma liminar que limitava a greve a 20% dos empregados por unidade, sob pena de multa. Apesar disso, a porcentagem nunca foi ultrapassada. Os Correios minimizaram os impactos com deslocamento de empregados e horas extras, sendo afetados apenas os serviços com hora marcada, como CDEX-10, CDEX-12 e CDEX-Oji.
Cenário Financeiro dos Correios
As negociações são motivadas pelos prejuízos de quase R$ 4 bilhões registrados pelos Correios nos últimos dois anos. Medidas como um programa de demissão incentivada (que atingiu apenas 5.500 dos 8.000 funcionários esperados), fechamento de 250 agências e a possibilidade de demissão de concursados demonstram a difícil situação financeira da empresa.
Com a proposta do TST, a greve dos Correios se encaminha para o fim, aguardando-se a decisão dos trabalhadores. A expectativa é de que o acordo seja fechado, garantindo a manutenção dos serviços e a estabilidade para os funcionários, mesmo diante dos desafios financeiros da empresa.



