Reivindicação é que haja reajuste de quase 20% no salário; funcionários estão sem trabalhar desde o fim de março
A greve dos peritos médicos do INSS, iniciada em março, afeta milhares de brasileiros que dependem dos benefícios do Instituto. Em Ribeirão Preto, o tempo de espera para perícia médica chega a dois meses, causando sérios problemas financeiros para quem precisa do auxílio.
Impacto na vida dos trabalhadores
O motorista José Antônio dos Santos, após uma cirurgia na perna, teve seu último salário em 1º de março. Desde então, aguarda a perícia do INSS para comprovar sua incapacidade temporária de trabalhar e receber o benefício. Sem o laudo, acumula contas e enfrenta dificuldades financeiras, contando apenas com a renda da esposa. A situação de José Antônio ilustra o sofrimento de muitos brasileiros que estão com seus pedidos de auxílio doença paralisados pela greve.
A greve e suas reivindicações
Os médicos peritos reivindicam um reajuste salarial de quase 20%, enquanto o governo federal oferece 5%. Além disso, pedem a abertura de novos concursos públicos para contratar mais profissionais e reduzir a sobrecarga de trabalho, principalmente em regiões com maior demanda. A falta de médicos peritos gera longas filas de espera, com cerca de 45 dias em Ribeirão Preto e mais de 1 milhão de pessoas aguardando atendimento em todo o país, segundo o Ministério do Trabalho e Previdência Social.
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O que fazer enquanto a greve persiste?
O advogado Vinicius Domingues de Faria, especialista em previdência, orienta que, apesar da greve, é fundamental manter o agendamento da perícia. O INSS informou que, após o fim da greve, considerará a data do primeiro agendamento para o pagamento do benefício, garantindo o recebimento retroativo. Uma medida provisória do Ministério do Trabalho prevê a dispensa de perícias para concessão de auxílio-doença provisório, mas detalhes ainda não foram divulgados. Enquanto isso, a negociação entre o governo e os médicos peritos segue sem avanços significativos.



