Categoria pede reajuste salarial de 22% e reabertura de salas fechadas
Professores de escolas estaduais de Ribeirão Preto cruzaram os braços em greve por tempo indeterminado, a partir de hoje. De acordo com Mauro Inácio, diretor da subsede da APEOESP de Ribeirão Preto, cerca de 30% dos professores da Escola Estadual Toriel Mota aderiram ao movimento, enquanto nas escolas Jardim Paiva e Jardim Progresso, o percentual fica em torno de 20%. A expectativa é que a adesão cresça nos próximos dias.
Motivos da Greve
A paralisação tem dois focos principais: a oposição à reforma da previdência e a reivindicação pela reposição das perdas salariais dos últimos quatro anos, calculadas em 21,7%. Segundo Inácio, esse valor representa apenas uma parte das perdas reais, e a categoria aguarda uma resposta do governo para atender às suas demandas.
Atuação da APEOESP e Próximos Passos
A APEOESP de Ribeirão Preto abrange 15 cidades da região. Embora haja professores parados em todas as escolas da área, nenhuma está totalmente fechada até o momento. Para amanhã, está previsto um manifesto em frente à Diretoria Regional de Ensino, às 17h. Em 31 de [mês], haverá uma reunião em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, onde os professores decidirão sobre a continuidade da greve, dependendo da resposta do governo às reivindicações.
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A Secretaria Estadual da Educação informou que mantém o diálogo com os sindicatos e que as aulas serão repostas caso haja conteúdo perdido devido à greve. Faltas não justificadas serão descontadas. A secretaria destaca ainda que nenhum professor estadual recebe menos que o piso nacional (R$ 2.298), sendo que o salário base no Estado de São Paulo é de R$ 2.415 (5% acima do piso). Foi mencionado também o pagamento de um bônus por mérito no valor de R$ 2,9 milhões, além de um aumento de 10% no salário de 18 mil professores da Educação Básica I, pago no dia 7 de [mês].



