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Greve dos servidores de Sertãozinho dura três semanas

Sem acordo, trabalhadores continuam de braços cruzados; mães reclamam por não ter com quem deixar os filhos
Greve servidores Sertãozinho
Sem acordo, trabalhadores continuam de braços cruzados; mães reclamam por não ter com quem deixar os filhos

Sem acordo, trabalhadores continuam de braços cruzados; mães reclamam por não ter com quem deixar os filhos

A greve dos servidores públicos de Sertãozinho completa 19 dias, impactando diversos setores da cidade e gerando apreensão entre os funcionários. Apesar de uma liminar judicial garantir a manutenção de serviços essenciais como saúde, abastecimento de água, serviços funerários e 50% da assistência social e educação, os efeitos da paralisação são visíveis, especialmente nas escolas.

O Impacto nas Famílias e no Emprego

Keila Soares dos Santos, cobradora, expressa o medo de perder o emprego. Sem aulas, ela enfrenta dificuldades para cuidar dos filhos, sendo obrigada a faltar ao trabalho. “Estou desesperada porque não tenho com quem deixar as crianças para a gente trabalhar”, relata Keila, evidenciando o dilema de muitos pais e mães que dependem dos serviços públicos para conciliar trabalho e família.

Reivindicações e Impasses

Os servidores reivindicam um reajuste salarial de 11,27%. Célcil Luís Martins, presidente do sindicato, argumenta que a prefeitura tem condições de conceder o aumento, uma vez que corrigiu os impostos e contratos de empreiteiras pelo mesmo índice. A funcionária pública Angélica Maria Furlanet, que participa da greve desde o início, teme que os dias parados sejam descontados de seu pagamento. “Estou sozinha aqui, não tenho ninguém para ajudar”, desabafa Angélica, representando a situação de muitos servidores que clamam por uma solução.

A Posição da Prefeitura

Leonídio de Oliveira Júnior, secretário de administração de Sertãozinho, afirma que a prefeitura aguarda a decisão da justiça sobre a última reunião de conciliação. Ele aponta para obstáculos como a lei eleitoral, que impede reajustes em anos de eleição, e a situação econômica do município. “No último ano de mandato, meu caixa tem que ficar zerado. Tudo que eu recebo, tenho que pagar”, explica o secretário, mencionando uma previsão de queda de R$10 milhões na receita municipal. A prefeitura alega estar fazendo esforços para diminuir despesas e, assim, viabilizar um aumento para os funcionários.

Em meio ao impasse, a população de Sertãozinho, que conta com 15 mil alunos matriculados na rede municipal de ensino, aguarda uma resolução que minimize os impactos da greve e garanta a continuidade dos serviços públicos.

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