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Greve dos servidores municipais continua em Franca

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Greve servidores municipais
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Servidores públicos de Franca permanecem em greve desde 30 de março, em discordância com o reajuste de 7,68% concedido pela prefeitura e aprovado pela Câmara Municipal. O sindicato da categoria alega que o processo de aprovação atropelou as negociações em andamento, nas quais os funcionários reivindicam um aumento de 15%, além de outras demandas.

Principais Reivindicações dos Servidores

Além do aumento salarial, os servidores também buscam o reajuste do abono escolar e do cartão alimentação. Outras pautas importantes incluem um subsídio de 60% para o pagamento do convênio médico e a redução da jornada de trabalho. Segundo Luiz Fernando Nascimento, presidente do sindicato, a categoria aguarda uma decisão do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) para uma possível intervenção junto à prefeitura.

Impasse nas Negociações e Ação do TRT

A primeira audiência no TRT em Campinas, realizada em 9 de maio, não resultou em conciliação, com acordo apenas em algumas cláusulas sociais. O tribunal também negou o pedido da prefeitura para considerar a greve ilegal e abusiva, ao mesmo tempo em que a administração sugeriu multa diária por descumprimento do atendimento mínimo em serviços essenciais, como saúde e educação. O sindicato alega que a determinação de atendimento mínimo já está sendo cumprida.

Posicionamento da Prefeitura e Próximos Passos

A prefeitura de Franca informou que atingiu o limite financeiro possível e que não pode conceder novos reajustes, alegando ter efetuado o pagamento dos salários de março com o reajuste de 7,68%. O sindicato, por sua vez, afirma que a administração não tem se mostrado aberta a novas negociações desde então. A Câmara Municipal chegou a fazer requerimentos pedindo a reabertura das negociações, sem sucesso. Estima-se que dos 4.600 funcionários municipais, cerca de 2.000 estejam paralisados. A prefeitura informou que não se manifestará sobre a greve.

O caso segue em análise pelo Ministério Público do Trabalho, que avaliará as alegações da prefeitura sobre o cumprimento do atendimento mínimo na Secretaria de Saúde.

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