Reformas trabalhista e previdenciária foram abordadas pelas pessoas que passaram pelo protesto
Manifestações em Ribeirão Preto contra as reformas de Temer geraram congestionamento e opiniões divididas.
Manifestações pela manhã
As manifestações em Ribeirão Preto começaram por volta das 6h da manhã no acesso à USP pela Avenida do Café. Representantes do sindicato dos trabalhadores da universidade realizaram panfletagem em frente ao portão. Apesar da pouca participação, o movimento se posicionou contra as reformas do então presidente Michel Temer. Houve congestionamento na Avenida do Café entre 7h e 9h, causando insatisfação em alguns motoristas, que, mesmo assim, declararam apoio a uma discussão mais ampla sobre as reformas trabalhista e da previdência.
Protesto no centro e opiniões divergentes
O principal ponto de concentração foi na esplanada do Teatro Pedro II, no centro, reunindo cerca de 500 pessoas de entidades como a Central Única dos Trabalhadores e a União Nacional dos Estudantes. A baixa adesão ao protesto contrastou com o apoio demonstrado por alguns motoristas que passavam pelos locais de manifestação. A especialista em política Maria Teresa Kerbali avaliou essa situação como uma necessidade de mudança no modelo de reivindicação, afirmando que a população está cansada de paralisações que atrapalham o cotidiano.
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Necessidade de clareza na pauta
A manifestação, considerada pacífica e acompanhada pela Polícia Militar, levantou a questão da clareza da pauta para a população. Segundo Kerbali, a insatisfação com o governo Temer, somada à oposição às reformas trabalhista e previdenciária, não está totalmente clara para a população em geral, embora seja evidente para as categorias participantes da paralisação. A especialista reforça a importância da manifestação como forma de pressionar e chamar a atenção para as pautas em questão.



