Categoria rejeitou proposta da Fenaban de 6,5% e cobra reposição de inflação de mais de 14%
Agências bancárias de todo o país amanheceram com os portões fechados devido a uma greve dos bancários, deixando clientes insatisfeitos e buscando alternativas para resolver seus compromissos financeiros. Em Ribeirão, a reportagem apurou a situação e os motivos da paralisação.
Reivindicações da categoria
De acordo com Hélio Luiz da Silva, presidente do sindicato dos bancários, a principal reivindicação da categoria é a reposição salarial de 14,78%. Atualmente, a proposta da Federação Nacional dos Bancos é de 6,5% de aumento nos salários, reposição e alimentação, além de um abono de R$ 3 mil. Para os bancários, esse índice é insuficiente para cobrir a inflação.
Impactos da greve
A greve, iniciada à zero hora de terça-feira, coincidiu com o dia do pagamento e um feriado na semana, gerando grande transtorno para a população. Clientes reclamaram da falta de acesso aos serviços bancários, especialmente aqueles com boletos para pagar. Comerciantes e aposentados demonstram preocupação com os prejuízos causados pela paralisação, tanto para os funcionários quanto para a população que depende dos serviços bancários. Embora caixas eletrônicos e serviços online estejam disponíveis, muitas pessoas dependem do atendimento presencial.
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Alternativas e perspectivas
Enquanto a greve persiste, os clientes podem recorrer a alternativas como caixas eletrônicos, internet banking e casas lotéricas. Estas últimas aceitam o pagamento de boletos, com limites que variam de R$ 700,00 a R$ 1.300,00 dependendo do banco e do tipo de conta. A adesão à greve pode aumentar caso não haja negociação entre o sindicato e a federação. A tendência, segundo Hélio Luiz da Silva, é de crescimento do movimento, com possibilidade de fechamento de mais agências. A situação permanece incerta, aguardando-se o desenrolar das negociações.



