Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Marco Guarizzo
A portaria principal do campus da USP de Ribeirão Preto, localizada na Avenida do Café, no bairro Monte Alegre, permaneceu fechada durante toda a manhã desta terça-feira, devido a um protesto de servidores da universidade.
Greve por Aumento Salarial
Servidores da universidade, em greve desde 27 de maio, bloquearam a entrada em manifestação contra a reitoria. A principal reivindicação dos funcionários é um aumento salarial de 9%. No entanto, a universidade alega dificuldades financeiras para atender ao pedido, conforme declarações da representante do Conselho Universitário, Dulce Helena de Brito.
Impacto da Gestão Financeira
De acordo com os manifestantes, a atual gestão da USP comprometeu as reservas financeiras da instituição, impossibilitando o reajuste salarial. “O reitor da USP, alega que a gestão anterior acabou com as reservas da USP. Então tem um comprometimento já alto com a folha de pagamento e ele não tem condições de dar aumento até atrásra. Quer dizer, ele está punindo seus técnicos administrativos, professores e alunos de algo que nós não fizemos”, afirmou um dos grevistas.
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Negociações e Cancelamento de Pontos
Os servidores relatam estar sem aumento desde 2013, recebendo apenas o repasse anual da inflação. A proposta atual da reitoria é de 0% de reajuste. Em resposta à greve, os cartões de ponto dos servidores foram cancelados entre 21 de junho e 20 de julho. Os grevistas se reuniram com o prefeito do campus para discutir a situação. A portaria foi liberada por volta das 11h30 da manhã.
Serviços Afetados
A greve impactou o funcionamento de diversos serviços dentro do campus. A biblioteca, o refeitório, o biotério e a rádio da universidade permaneceram fechados. A Cresce e o laboratório multidisciplinar operaram parcialmente.
Próximos Passos
O Conselho de Reitores das Universidades Paulistas (CRUESP) informou, por meio de nota, que realizará uma reunião com o sindicato dos professores no dia 3 de setembro para discutir o dissídio salarial. O grupo também busca junto ao governo do estado o repasse da arrecadação do ICMS para as universidades públicas de São Paulo.
A situação permanece em aberto, com as partes buscando um acordo para resolver o impasse.



