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Grevistas decidem manter serviço de matrículas na UFSCar

Funcionários técnico-administrativos pararam as atividades após proposta de 9% de reajuste salarial para 2025 e 2026
Grevistas decidem manter serviço de matrículas
Funcionários técnico-administrativos pararam as atividades após proposta de 9% de reajuste salarial para 2025 e 2026

Funcionários técnico-administrativos pararam as atividades após proposta de 9% de reajuste salarial para 2025 e 2026

Servidores técnico-administrativos da Universidade Federal (UFSC) deflagraram greve na última segunda-feira, em protesto por perdas salariais e reivindicações por melhores condições de trabalho. A paralisação chegou a afetar serviços administrativos, mas o comando de greve decidiu manter atendimentos essenciais como matrículas e ações voltadas à permanência estudantil.

Paralisação e serviços mantidos

Segundo representantes sindicais, além das matrículas e das atividades de assistência estudantil, permaneceram em funcionamento áreas relacionadas à saúde, ao cuidado de animais e o setor responsável pela folha de pagamento. A abertura de exceções para a realização de outros serviços passa por deliberação do comando de greve. A reportagem procurou a administração da universidade e os organizadores da mobilização; até o fechamento, não houve resposta oficial aos questionamentos.

Reivindicações e números

Os servidores reivindicam reparação das perdas salariais acumuladas nos últimos anos. Em 2024, o governo federal concedeu reajuste linear de 9% aos servidores públicos. Para o futuro, propôs mais 9% divididos entre 2025 e 2026 (4,5% em cada ano), proposta que foi criticada pela categoria como insuficiente diante da defasagem salarial, que os trabalhadores estimam em mais de 20%.

O movimento também cobra reposição orçamentária das instituições ao patamar de março de 2015, redução da jornada de trabalho semanal, rejeição do ponto eletrônico, contratação por meio de concursos públicos sem terceirização e a exoneração de reitores e interventores nomeados na gestão federal anterior. Dados citados pelos sindicatos apontam que, em 2018, havia 1.080 servidores técnico-administrativos; atualmente, o sindicato afirma ter cerca de 1.200 filiados.

Resposta do governo

O Ministério da Gestão e Inovação, que integra a mesa de negociação em nome do governo federal, informou que reinstalou a mesa permanente de diálogo e que tem atuado na valorização salarial dos servidores. A pasta destacou ainda que, no ano anterior, houve aumento próximo de 44% no auxílio-alimentação, além do reajuste linear de 9%.

Sindicalistas, porém, afirmam que a paralisação está apenas no começo e exigem que o governo apresente proposta com percentuais de reposição salarial mais elevados. Pelo formato apresentado até atrásra, eles dizem que não haveria aumento em 2024 e que os ganhos propostos para 2025 e 2026 seriam de 4,5% em cada ano, insuficientes para suprir a perda do poder de compra.

A mobilização segue monitorada por dirigentes sindicais e pela administração federal, enquanto as negociações permanecem abertas na tentativa de se chegar a um acordo que evite a ampliação da paralisação.

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