Movimento em São Carlos foi realizado depois que dois ciclistas morreram em incidentes na região central
Na noite de ontem, grupos de ciclistas fizeram uma manifestação em São Carlos cobrando maior segurança no trânsito após duas mortes registradas em menos de 48 horas na região central.
Protesto e trajetos
A mobilização, organizada pela Associação Pedala São Carlos, reuniu participantes que se concentraram na Alameda das Gardênias, no bairro Cidade de Jardim, e seguiram em pedalada pela área central da cidade. Os manifestantes pediram ações que reduzam os riscos para quem circula de bicicleta e maior visibilidade nas vias.
Os acidentes
O último dos casos ocorreu na madrugada de quinta-feira: Tiago Henrique do Santos, de 23 anos, caiu em uma valeta de escoamento de água enquanto pedalava pela Estrada da Babilônia. Um homem que estava em uma quadra de tênis ouviu a queda e ao se aproximar encontrou Tiago caído. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, mas o ciclista já havia morrido.
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Na noite de terça-feira, Henrique Correia da Silva, de 41 anos, foi atropelado por um carro na vicinal Francisco José Zanin, em Ana Acuara. Ele foi socorrido e levado à Santa Casa de São Carlos, mas sofreu duas paradas cardiorrespiratórias e não resistiu.
Indicadores e reivindicações
Dados do Detran apontam que, entre janeiro e março de 2024, São Carlos registrou nove acidentes envolvendo bicicletas sem mortes no período, mas houve óbitos de ciclistas em fevereiro e março; a morte ocorrida em abril soma-se a esse balanço. Em Ana Acuara foram 16 acidentes não fatais nesse mesmo intervalo, com a primeira morte registrada apenas em abril. Em Rio Claro, o Detran contabilizou 12 acidentes não fatais com bicicletas entre janeiro e março.
Participantes do protesto destacaram dificuldades cotidianas: a necessidade de andar em grupo para aumentar a visibilidade diante de motoristas, a exposição ao risco de assaltos e a escassez de ciclovias e ciclofaixas capazes de atender à demanda. Eles pedem que autoridades locais e regionais adotem medidas que propiciem a divisão segura do espaço viário entre bicicletas, carros e motos, reduzindo a ocorrência de tragédias.
Familiares, ciclistas e entidades da cidade cobram respostas práticas das autoridades para prevenir novos acidentes e garantir que o uso da bicicleta seja mais seguro e integrado ao trânsito urbano.



