Manifestantes querem um plano de habitação em Ribeirão Preto para famílias que ganham até R$ 1 mil
Moradores de diversas comunidades de Ribeirão Preto acampam em frente à Prefeitura
Plano de Habitação e Reintegrações de Posse
Um grupo de moradores de mais de 100 comunidades de Ribeirão Preto instalou um acampamento em frente ao Palácio Rio Branco, sede da Prefeitura, para exigir um plano de habitação para famílias com renda de até um salário mínimo. O grupo afirma que a Prefeitura estaria pressionando algumas comunidades para desocupação, com pelo menos 10 já notificadas para reintegração de posse.
Comunidades Atingidas e Posicionamento da Prefeitura
Entre as comunidades afetadas estão a Locomotiva (região do aeroporto) e Nova União (Via Norte). Os manifestantes afirmam respeitar decisões judiciais, mas cobram posicionamento do executivo sobre o futuro dessas famílias. Eles criticam a priorização de interesses empresariais em detrimento da moradia popular, citando exemplos como a venda de terras em Nazaré Paulista para construção de galpões, em vez de habitação.
Resposta da Prefeitura e Números Divergentes
A Secretaria de Planejamento informou que o secretário Watson Ortega ouviu os manifestantes e que as ações de reintegração estão suspensas até a conclusão de análises da Procuradoria Jurídica. A Prefeitura destaca o programa de regularização fundiária de 2017, que abrange 49 comunidades e quase 47 mil pessoas, com 1520 títulos já entregues. Há divergência quanto ao número de comunidades irregulares: a Prefeitura contabiliza 96, enquanto os líderes comunitários apontam mais de 100.
O acampamento permanece indefinidamente até que haja diálogo com o prefeito Arte Nogueira e uma solução para a questão habitacional seja apresentada. A situação demonstra o impasse entre a necessidade de moradia de centenas de famílias e as ações de reintegração de posse.



