Conheça o projeto e saiba como ajudar a campanha ouvindo a entrevista com a coordenadora Mônica Silva
Neste sábado, dia 1º de abril, professoras e alunas do curso de Enfermagem da USP de Ribeirão Preto realizarão uma ação social na comunidade Locomotiva, distribuindo kits de absorventes e produtos de higiene para mulheres.
Pobreza Menstrual no Brasil
A coordenadora do projeto de extensão “Menstruação”, Mônica Silva, explica que a pobreza menstrual é um fenômeno complexo que envolve barreiras financeiras, sociais, culturais e políticas ao acesso a produtos de higiene e educação sobre o tema. Afeta pessoas com útero, incluindo mulheres, homens trans e pessoas não-binárias, principalmente aquelas em situação de vulnerabilidade social, como pessoas em situação de rua, refugiadas e presas. Estima-se que atinja cerca de 12% da população feminina mundial.
O Papel da Educação
Segundo Mônica, a educação é fundamental para quebrar tabus sobre a menstruação e promover a higiene menstrual. A falta de informação sobre o ciclo menstrual e o acesso a produtos de higiene impede muitas meninas e mulheres de viverem sua menstruação com dignidade. A educação, portanto, visa disseminar informações, facilitar o acesso a produtos e serviços de saúde, e fortalecer a luta por políticas que garantam a dignidade menstrual.
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Ações do Poder Público
Para combater a pobreza menstrual, Mônica defende políticas públicas que promovam a saúde e a dignidade menstrual, envolvendo atores políticos, sociais e acadêmicos. A meta é desmistificar o assunto e garantir o acesso universal a produtos de higiene.
A iniciativa da USP de Ribeirão Preto demonstra a importância de ações locais para enfrentar a pobreza menstrual, enquanto a necessidade de políticas públicas abrangentes reforça a urgência de um debate mais amplo sobre o tema.



