Plataformas estariam condicionando o comportamento destas pessoas; ouça a coluna ‘Conexão CBN’ com Thiago Fernandes
Meta, empresa controladora do Facebook e Instagram, enfrenta um processo conjunto de 41 estados americanos. A ação judicial se baseia em denúncias internas de ex-funcionários, que alegam a existência de mecanismos no algoritmo das plataformas que visam viciar usuários, principalmente crianças e adolescentes.
Algoritmo viciante: o cerne da acusação
A principal acusação contra a Meta é a de que seus algoritmos, tanto no Facebook quanto no Instagram, são projetados para criar dependência. Ex-funcionários afirmam que a empresa sabia dessas práticas e as manteve em segredo. Essa alegação de design intencional para viciar usuários é o ponto crucial do processo.
Impacto do uso excessivo de redes sociais
O tempo excessivo gasto em redes sociais é uma preocupação crescente. No Brasil, estima-se que os usuários passem entre 2 e 3,5 horas diárias nessas plataformas. A estrutura infinita de feeds, stories e reels contribui para esse vício digital, especialmente em crianças e adolescentes, que buscam, sem sucesso, um fim para a experiência, criando assim um ciclo vicioso de uso.
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Um processo sem precedentes
Embora a Meta já tenha enfrentado processos judiciais, este caso é único por sua escala e pela força da denúncia de manipulação intencional. A ação judicial busca responsabilizar a empresa por práticas que, segundo os promotores, causam danos significativos à saúde mental e ao bem-estar de jovens usuários. O resultado deste processo pode estabelecer um importante precedente para o futuro da regulamentação das redes sociais e a responsabilidade das empresas sobre o impacto de seus algoritmos.