Comerciantes foram à sessão da Câmara de Ribeirão nesta quinta (11); ouça a coluna ‘De Olho na Política’ com Marcelo Fontes
Protesto em Ribeirão Preto: Bares e Restaurantes pressionam Câmara
A Câmara Municipal de Ribeirão Preto foi palco de novos protestos na última sessão. Empresários do setor de bares e restaurantes, os mesmos que realizaram uma mobilização na terça-feira anterior, retornaram ao plenário para pressionar os vereadores pela aprovação de um projeto de lei que classifica seus estabelecimentos como serviços essenciais. A sessão, que durou cerca de 30 minutos, foi marcada por tensões e adiamentos.
Adiamentos e Tumulto
A votação do projeto que classificaria bares, restaurantes e o setor varejista como serviços essenciais foi adiada, assim como outro projeto de lei que criava a Semana Municipal de Prevenção à Gravidez. Um veto do executivo a um projeto do vereador Matheus Moreno também contribuiu para o adiamento das votações. Apesar do adiamento, o vereador Giancaro Ause solicitou assinaturas entre seus colegas para incluir o projeto na pauta, mesmo com o parecer contrário da Comissão de Constituição e Justiça. A movimentação gerou tumulto entre os presentes, levando o presidente da sessão, Alessandro Marac, a encerrá-la antes do esperado. A situação não chegou ao nível de confronto presenciado na terça-feira, quando o presidente da Comissão de Constituição e Justiça chegou a agredir um manifestante.
Governo de São Paulo mantém fase laranja
O governo do Estado de São Paulo confirmou que não haverá reclassificação do Plano São Paulo hoje. Ribeirão Preto permanece na fase laranja, enquanto Franca e Barretos seguem na fase vermelha e laranja, respectivamente. Essa informação foi confirmada após consulta direta ao governo estadual.
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Os protestos demonstram a preocupação do setor com as restrições impostas pela pandemia e a busca por alternativas para garantir a sobrevivência dos negócios. A expectativa atrásra se concentra na possibilidade do projeto de lei ser incluído na pauta da Câmara Municipal por meio das assinaturas dos vereadores, mesmo com a resistência da Comissão de Constituição e Justiça. A situação permanece tensa e deve continuar a ser acompanhada de perto.