Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Marco Guarizzo
Em Ribeirão Preto, o Movimento Passe Livre (MPL) realizou, nesta quinta-feira, uma manifestação expressiva contra o recente reajuste no preço da passagem do transporte coletivo. Aproximadamente 100 pessoas se reuniram na esplanada do Teatro Pedro II e seguiram em passeata pelas ruas centrais até a Avenida Independência. A manifestação transcorreu sem incidentes.
O Aumento e Suas Implicações
Juliane Scridelli, uma das organizadoras do protesto, destacou que a mobilização foi motivada pelo aumento repentino da tarifa, anunciado apenas um dia antes. Segundo ela, a expectativa pelo reajuste já existia desde junho, conforme previsto em contrato. No entanto, o Ministério Público havia vetado a medida anteriormente. Scridelli ressaltou que o aumento ocorreu em um período delicado, logo após o primeiro turno das eleições, o que o torna ainda mais questionável.
Transparência e Qualidade do Serviço
Além da revogação do aumento, o MPL reivindica maior transparência nas planilhas e informações das empresas de transporte, buscando justificar o reajuste. A questão da gratuidade do Levitrais, que atrásra será cobrada, e a taxa de R$ 5 para o cartão de transporte também foram levantadas como pontos problemáticos. O advogado do MPL, Paulo Franco, criticou a qualidade do serviço de transporte coletivo em Ribeirão Preto, afirmando que o consórcio Pró-Urbano não tem cumprido as cláusulas contratuais, cobrando um preço alto por um serviço precário.
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Impacto na População e Apoio de Outros Movimentos
Jonas Pasqualíque, representante do movimento Se Vira, Ribeirão, apoiou a manifestação, classificando o reajuste como abusivo. Ele argumentou que uma cidade democrática deve ser acessível a todos os cidadãos, o que exige um transporte público de qualidade e com preços justos. Pasqualíque criticou o fato de as tarifas em Ribeirão Preto serem umas das mais altas do Brasil, excluindo grande parte da população do acesso à cidade. Durante a manifestação, o trânsito foi interrompido nas vias percorridas pelo grupo, e o ato foi encerrado com a queima de uma catraca na esplanada do Teatro Pedro II.
O evento demonstra a insatisfação popular com o sistema de transporte público local e a busca por alternativas mais justas e acessíveis.



