Segundo o MP, mulher de 34 anos foi espancada durante abordagem policial em abril de 2016; justiça ouve depoimentos nesta quarta
A audiência de instrução do caso de Luana Barbosa dos Santos, morta em 2016 durante abordagem policial, começou nesta quarta-feira. A reportagem acompanhou os fatos de perto, na porta do fórum, onde a entrada da imprensa não foi permitida.
Familiares e Movimentos Sociais em Busca de Justiça
Familiares de Luana acusam três policiais militares de homicídio, racismo e homofobia. Diversos movimentos sociais, incluindo grupos LGBTQI+, movimentos negros e de mulheres, vieram de São Paulo para apoiar a família. Jennifer Santin, estudante de São Paulo, destacou a negligência da justiça e a importância da manifestação para pressionar por respostas.
Depoimentos e Expectativas
Eurice Desbarboza dos Reis, mãe de Luana, desabafou sobre a dor da perda e a busca por justiça. O promotor Elizeu José Berardo Gonçalves, por sua vez, espera que a audiência esclareça os fatos e que a prisão dos policiais seja decretada. Ele destacou a importância das provas testemunhais, documentais e o laudo de exame de corpo de delito para comprovar o homicídio triplamente qualificado.
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A Audiência e os Próximos Passos
A audiência, que começou às 13h, prevê o depoimento de 26 testemunhas (12 da acusação e 14 da defesa). O promotor espera que as provas apresentadas confirmem a versão da acusação. O caso deve se estender por mais de um dia, dada a quantidade de testemunhas.



