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Guaíra realiza primeira captação múltipla de órgãos

Médico intensivista, Gabriel Zamperlini, que participou de todo o procedimento, conversa com a CBN Ribeirão
Guaíra realiza primeira captação múltipla de
Médico intensivista, Gabriel Zamperlini, que participou de todo o procedimento, conversa com a CBN Ribeirão

Médico intensivista, Gabriel Zamperlini, que participou de todo o procedimento, conversa com a CBN Ribeirão

Um homem de 26 anos faleceu neste final de semana na Santa Casa de Guaíra. Após a confirmação da morte encefálica, Guaíra realiza primeira captação múltipla de, a família decidiu doar todos os órgãos do jovem, ação que possibilitou salvar outras vidas.

A operação contou com o apoio da Força Aérea Brasileira, que auxiliou no transporte dos órgãos para diferentes hospitais da região e do estado de São Paulo. Médicos da capital paulista, do Instituto do Coração (Incor) e do Hospital de Base de São José do Rio Preto participaram do procedimento.

Constatação da morte encefálica e doação

O médico intensivista Gabriel Zamperline explicou que o paciente foi internado devido a uma condição grave e evoluiu para morte encefálica, também chamada de morte cerebral. Foram realizados três testes para confirmação do quadro: duas provas clínicas e uma prova de imagem, esta última conduzida por um neurologista enviado pelo Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, responsável pela regional.

Após a confirmação, a equipe conversou com os familiares, que tomaram a iniciativa de autorizar a doação dos órgãos.

Órgãos doados e destino: Foram doados o fígado, encaminhado ao Hospital de Base de São José do Rio Preto; o coração, para o Incor em São Paulo; e as córneas e rins, para o Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto.

Desafios e logística da captação: O médico destacou que a captação dos órgãos é uma corrida contra o tempo, pois a morte cerebral compromete rapidamente o funcionamento dos demais órgãos. O coração é o órgão que exige maior agilidade, já que pode apresentar arritmias e parar a qualquer momento.

Por isso, houve apoio da Força Aérea Brasileira para o transporte rápido do coração, que foi levado de carro até Guaíra, depois escoltado até Barretos e, em seguida, enviado para São Paulo para a cirurgia de transplante.

Informações sobre doação e contato com receptores

Somente pacientes com morte cerebral podem ser doadores de órgãos. A escolha dos receptores é feita por meio de um cadastro nacional que verifica a compatibilidade e a fila de espera, direcionando os órgãos para diferentes hospitais conforme a necessidade.

Quanto ao contato entre familiares do doador e receptores, o médico afirmou que é permitido, mas não é um processo comum ou de fácil acesso. No caso específico, não foram divulgadas informações sobre os receptores dos órgãos doados.

Entenda melhor

A morte encefálica é caracterizada pela perda irreversível das funções cerebrais, incluindo o tronco encefálico, que controla funções vitais. Nessa condição, apesar do coração ainda bater, o paciente não apresenta atividade cerebral e não tem chance de recuperação.

A doação de órgãos após a morte encefálica é fundamental para salvar vidas, mas depende da autorização da família e da rápida captação dos órgãos para garantir sua viabilidade.

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