Ouça a reportagem de Monize Zampieri para a CBN Ribeirão
A cidade de Ribeirão Preto pode enfrentar uma greve dos guardas civis municipais (GCM) em breve. O sindicato dos servidores municipais realizará uma assembleia nesta quarta-feira para discutir a possibilidade, liderada pelo sindicalista Wagner Rodrigues.
Desacordo no Comando da Guarda
A insatisfação da categoria reside no suposto descumprimento de um acordo firmado com o governo da prefeita Darcy Vera. O ponto central da discórdia é a reestruturação do comando da GCM. Os guardas haviam dado uma chance ao superintendente André Tavares, mas exigiam a exoneração de três diretores, o que não ocorreu.
Posicionamento da Prefeitura
O secretário da Casa Civil, Lucchese Junior, alega que a administração municipal tem feito avanços na área trabalhista, mas ressalta que nomeações de cargos em comissão são decisões exclusivas do governo. Ele afirma desconhecer qualquer proposta envolvendo exonerações. Wagner Rodrigues, por outro lado, acusa o governo de mentir sobre a reestruturação do comando da GCM, alegando que a gestão é dividida em setores onde cada um tem autonomia.
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Reivindicações e Histórico
Há duas semanas, os guardas municipais já haviam paralisado as atividades por dois dias, até que a administração prometeu atender 14 reivindicações, incluindo a troca de coletes e a implantação do plano de carreira. A prefeitura atendeu um dos principais pedidos, que era a implantação da escala de 12 horas por 36 horas a partir de 1º de dezembro, respeitando a escala dupla nas unidades de saúde, apenas em as horas extras. Além disso, a prefeitura se comprometeu a enviar um projeto para a Câmara para a ascensão de 11 guarda-civis à 1ª classe, mas isso após o município sair do limite prudencial da lei de responsabilidade fiscal.
O sindicato dos servidores também enfrenta dificuldades na coleta de assinaturas para um projeto de iniciativa popular que visa obrigar a ocupação de cargos de segundo e terceiro escalões por servidores de carreira, devido a pressões sobre os servidores comissionados.
Diante do impasse, a assembleia desta quarta-feira será crucial para definir os próximos passos e evitar uma possível paralisação dos serviços da Guarda Civil Municipal.



