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Guardas Municipais de Ribeirão pedem alteração em escala de trabalho

Para cortar gastos, Prefeitura afastou agentes das atividades noturnas
escala de trabalho
Para cortar gastos, Prefeitura afastou agentes das atividades noturnas

Para cortar gastos, Prefeitura afastou agentes das atividades noturnas

O município de Ribeirão Preto enfrenta um desafio na busca por equilibrar suas finanças e manter serviços essenciais, especialmente a segurança pública. O histórico de furtos em escolas e outros prédios públicos é preocupante, e uma recente decisão da prefeitura gerou grande insatisfação entre os guardas civis municipais (GCMs).

Redução de Turnos e Protestos

A prefeitura anunciou a retirada dos GCMs dos turnos entre 14h e 2h da madrugada, visando reduzir gastos com adicionais noturnos. Essa medida, porém, provocou protestos dos guardas, que se dirigiram à Secretaria de Administração na segunda-feira para pressionar pela revogação. Além da redução salarial, os profissionais alegam que a medida deixará a cidade mais vulnerável a crimes, justamente nos horários com maior incidência de furtos.

Reivindicações e Negociações

O Guarda Municipal e diretor de sindicalização, Valdir Avelino, destacou a falta de diálogo por parte do governo. Cerca de 40 GCMs foram recebidos pelo secretário de administração, Angelo Roberto Pesini Jr., que prometeu avaliar as reivindicações. Um ofício foi encaminhado a um comitê criado em 2017 para justificar a necessidade de manter os turnos noturnos. Ricardo Alexandre Palavere, coordenador da Guarda Municipal e presidente da associação dos guardas, acredita que a administração entenderá a necessidade de mais GCMs, considerando o número atual insuficiente para garantir a segurança dos prédios públicos. O presidente do sindicato do servidor, Islaert Carlos Augusto, espera uma resposta rápida do governo.

Impactos e Perspectivas

A redução no número de guardas em serviço gera grande preocupação. Com apenas 35 a 45 guardas por turno, em um município que necessitaria de pelo menos 700, a cidade fica significativamente desprotegida. O secretário Pesini Jr. afirmou que a resposta será rápida, mas não garantiu a revogação da medida de redução de turnos. Apesar disso, há esperança de um consenso que leve em consideração a segurança da população, evitando prejuízos maiores em um momento já delicado para a cidade.

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