Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Caetano Cury
A Guarda Civil Municipal de Ribeirão Preto enfrenta uma paralisação nesta manhã, motivada por reivindicações de servidores. O movimento, que reúne cerca de 230 guardas, tem como foco principal a insatisfação com a gestão atual e a busca por melhorias nas condições de trabalho.
Reivindicações e Insatisfações
De acordo com Wagner Rodrigues, presidente do sindicato dos servidores públicos, a principal demanda é uma mudança no comando geral da Guarda Civil. Os trabalhadores alegam falta de diálogo e de encaminhamento para resolver problemas internos. Além disso, criticam o que consideram um excesso de sindicâncias e punições, em detrimento de uma abordagem mais preventiva e de diálogo.
Outro ponto de discórdia é a questão do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS). Segundo o sindicato, o governo municipal não cumpriu a promessa de implementar o plano, e não há previsão orçamentária para tal. A jornada de trabalho específica, conhecida como Doutor 36, também está engavetada há dois anos, gerando insatisfação entre os servidores.
Leia também
Posicionamento da Superintendência
André Tavares, superintendente da Guarda Civil Municipal, afirma que respeita o movimento sindical e que analisará as reivindicações criteriosamente. Ele destaca que o PCCS foi elaborado em parceria com as entidades de classe, mas sua aplicação foi suspensa devido a limites impostos pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Tavares ressalta que a segurança da base da Guarda tem recebido investimentos, com a instalação de câmeras de monitoramento e a criação de uma central de comunicação.
Sobre as sindicâncias, o superintendente argumenta que elas são um dever de ofício, sempre que há indícios de prejuízo ao patrimônio público ou desvio funcional. Ele nega que haja um excesso de sindicâncias, afirmando que apenas uma pequena porcentagem dos guardas responde a processos. Tavares garante que mantém um diálogo permanente com as instituições de classe, buscando soluções conjuntas para os problemas da Guarda.
Diálogo e Perspectivas
Apesar das divergências, tanto o sindicato quanto a superintendência manifestam o desejo de manter o diálogo aberto e buscar soluções que atendam aos interesses dos servidores e da população. Uma nova assembleia está marcada para a tarde de hoje, onde os guardas decidirão se a paralisação continuará. A prefeitura pretende apresentar propostas para tentar chegar a um acordo e encerrar o impasse.
O episódio demonstra a importância do diálogo e da negociação para a resolução de conflitos no serviço público, buscando sempre o equilíbrio entre as demandas dos servidores e as necessidades da população.



