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Guerra da Ucrânia e a Covid-19 na China causam problemas à cadeia produtiva de remédios no Brasil

Na rede municipal de Pradópolis, são pelo menos 16 remédios em falta, além de antibióticos, medicamentos de dor, enjoo e vermes
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Na rede municipal de Pradópolis, são pelo menos 16 remédios em falta, além de antibióticos, medicamentos de dor, enjoo e vermes

Na rede municipal de Pradópolis, são pelo menos 16 remédios em falta, além de antibióticos, medicamentos de dor, enjoo e vermes

A falta de medicamentos no Brasil atinge proporções preocupantes, afetando desde pequenas cidades até grandes hospitais. Segundo levantamento da Confederação dos Municípios, 80% das prefeituras sofrem com a escassez de remédios básicos.

Impactos da Guerra e da Pandemia

A guerra na Ucrânia e a pandemia na China são apontadas como principais causas dessa crise. A guerra afeta a exportação e importação de insumos farmacêuticos globalmente, enquanto os lockdowns na China interrompem a produção de matéria-prima por parte de um dos maiores fornecedores mundiais. Em Pradópolis, por exemplo, o prefeito Silvio Martins relata a dificuldade em encontrar fornecedores e o aumento significativo nos preços dos medicamentos.

Situação em Hospitais e Farmácias

A escassez afeta tanto a rede pública quanto a privada. Em Pradópolis, 16 medicamentos estão em falta, incluindo antibióticos. O relato de Ova Rodrigues, cabeleireira desempregada, ilustra o drama de quem precisa de remédios e enfrenta dificuldades para encontrá-los ou pagar pelos preços exorbitantes. Hospitais de referência como o das Clínicas de Ribeirão Preto também enfrentam o problema, com controle de estoque de diversos produtos. Cidades como Barretus e Jardinópolis vivenciam a mesma situação.

Apesar da Secretaria da Saúde de Franca garantir que não há falta de medicamentos na rede pública municipal, a situação é preocupante. Para o presidente da Federação dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios (Fiali), Iulsi Fiali Mere Júnior, é preciso uma ação rápida do Ministério da Saúde para evitar que a situação se agrave, lembrando que vidas estão em risco pela falta de medicamentos básicos, como antibióticos.

O Ministério da Saúde, em nota, afirma atuar em conjunto com a Anvisa, estados e municípios, e representantes da indústria farmacêutica para enfrentar o desabastecimento. Entretanto, reconhece que as causas globais extrapolam as competências da União e publicou uma resolução que libera critérios para ajuste de preços de medicamentos com risco de desabastecimento.

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