Cerca de 90% dos produtos usados no país vêm da Rússia; ouça a coluna ‘CBN Agronegócio’ com José Carlos de Lima Júnior
Impactos da Guerra na Ucrânia no Agronegócio Brasileiro
Seis meses após o início da guerra entre Rússia e Ucrânia, o agronegócio brasileiro ainda enfrenta os reflexos do conflito. Um dos principais impactos foi a disparada no preço dos fertilizantes, já que o Brasil depende fortemente das importações russas, chegando a 90% em alguns casos. Essa dependência gerou insegurança no fornecimento de insumos, afetando diretamente o planejamento e a rentabilidade dos produtores.
Consequências para a Produção e os Preços
A alta nos preços dos fertilizantes levou muitos produtores a reduzirem a quantidade de insumos utilizados na produção, impactando a produtividade. Alguns até mesmo optaram por não cultivar em áreas planejadas. Como consequência, a expectativa é de uma menor oferta de alimentos em 2023, agravando a preocupação global com a segurança alimentar. O encarecimento dos fertilizantes, portanto, resultou em um aumento significativo dos custos de produção, afetando a rentabilidade do setor e os preços finais dos alimentos.
A Busca por Independência e o Plano Nacional de Fertilizantes
A crise expôs a vulnerabilidade do agronegócio brasileiro à dependência de importações, principalmente de fertilizantes. Em resposta, o governo lançou o Plano Nacional de Fertilizantes, com o objetivo de reduzir essa dependência e diversificar as fontes de fornecimento. A iniciativa visa fortalecer a produção nacional de fertilizantes e buscar alternativas a importações, buscando maior segurança e estabilidade para o setor. Apesar dos desafios, o episódio serviu como um alerta para a necessidade de investimentos em pesquisa, tecnologia e infraestrutura para garantir a soberania nacional no setor de fertilizantes.
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A guerra na Ucrânia trouxe à tona a fragilidade do agronegócio brasileiro em relação à dependência de insumos importados. A alta nos preços dos fertilizantes e a incerteza no fornecimento impactaram a produção e os custos, com reflexos diretos na oferta de alimentos. A busca por maior independência e a implementação de políticas públicas para diversificar as fontes de insumos são cruciais para garantir a segurança alimentar e a competitividade do setor no longo prazo.