Acusado de matar o enteado Joaquim, técnico de informática não falou com a imprensa; advogado reclama da demora no julgamento
Guilherme Longo, padrasto do menino Joaquim, compareceu à justiça após receber um habeas corpus. O comparecimento ocorreu no fórum da Rua Lícia Lensa de, na Nova Ribeirânia, zona leste de Ribeirão Preto, por volta das 9 horas. Segundo o advogado de Longo, essa medida já era esperada desde sua saída da cadeia, com o réu se comprometendo a seguir todas as regras da liberdade durante o processo do caso Joaquim.
A Acusação e a Defesa
Guilherme Longo é acusado de dar uma alta dosagem de remédio a Joaquim e, posteriormente, jogar o corpo do garoto em um córrego próximo à casa da família, onde moravam em 2013. A defesa de Guilherme Longo tentou obter habeas corpus em diversas instâncias, incluindo o Tribunal de Justiça, o Superior Tribunal de Justiça e o Supremo Tribunal Federal. De acordo com Antonio Carlos de Oliveira, advogado de Longo, os desembargadores da Primeira Câmara Criminal decidiram por unanimidade pela soltura, considerando o excessivo prazo do processo.
Repercussão da Soltura
A soltura de Guilherme Longo gerou grande repercussão. Alexandre Durant, assistente de acusação no caso, informou que o pai de Joaquim, Arturo Ponte, está inconformado com a decisão da Justiça. O promotor de Justiça Marcos Túlio Nicolino, responsável pela acusação, argumenta que o atraso no andamento do processo é consequência dos próprios pedidos de novos exames da defesa de Longo, e que o Tribunal de Justiça deveria ter levado isso em consideração. O promotor informou que vai recorrer da decisão.
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O Argumento do Ministério Público
Segundo o Ministério Público, o atraso no processo não pode ser imputado nem a ele nem à justiça, pois foi a própria defesa de Guilherme Longo que procrastinou o andamento do caso, requerendo diligências que desde o início se sabia que não seriam possíveis de serem realizadas. O Ministério Público pretende acionar a Procuradoria Geral de Justiça em São Paulo para recorrer ao STJ contra a decisão de soltura.
Guilherme Longo deixou o fórum sem dar esclarecimentos sobre a liberdade concedida. Ele estava preso desde 10 de novembro de 2013, quando o corpo de Joaquim Pontes Marques, de três anos, foi encontrado no Rio Pardo, em Barreto. Sua liberdade foi concedida após a decisão da Justiça.



