Após dez anos na Justiça, o julgamento dos acusados da morte de Joaquim Ponte Marques foi concluído; foram seis dias de sessões
Após seis dias de julgamento no Fórum de Ribeirão Preto, Guilherme Longo foi condenado a 40 anos de prisão pelo assassinato de Joaquim, seu enteado, enquanto Natália Ponte, mãe do menino, foi absolvida. A decisão, proferida na noite de sábado, véspera do aniversário de 39 anos de Natália, gerou reações distintas.
Condenação de Guilherme Longo
O júri considerou Guilherme Longo culpado por homicídio triplamente qualificado (motivo fútil, recurso que impossibilitou a defesa da vítima e meio cruel). A acusação do Ministério Público sustentou que Guilherme matou Joaquim em novembro de 2013 com 166 doses de insulina e, posteriormente, descartou o corpo em um córrego. Apesar da condenação, a defesa de Longo afirmou que recorrerá da sentença, alegando que a decisão foi manifestamente contrária às provas apresentadas e desproporcional à gravidade do crime, considerando que Longo é primário. O promotor Marco Túlio Nicolino declarou-se satisfeito com o resultado e não pretende recorrer.
Absolvição de Natália Ponte e Reações
Natália Ponte, absolvida pelo júri, comemorou a decisão nas redes sociais, postando as palavras “absolvida” e “absolvição”. Seu marido, Rodrigo Batista, também celebrou o ocorrido. A psicóloga deixou o fórum sorrindo e sem dar entrevistas. O Ministério Público também não recorrerá da decisão, considerando que a inocência de Natália foi declarada em consonância com as provas apresentadas no processo, as quais demonstravam sua responsabilidade, mas também a figura de uma mãe zelosa.
Dez Anos Após o Crime
O julgamento, ocorrido dez anos após a morte de Joaquim, um crime que chocou o país, teve cinco dias dedicados a depoimentos. O pai de Joaquim, Arthur Pais Marques, demonstrou forte emoção ao comentar a condenação de Guilherme Longo, presente no fórum durante todos os dias do julgamento. A celeridade do processo, com a antecipação do interrogatório dos réus e a dispensa de quatro das 34 testemunhas arroladas, contribuiu para a conclusão do caso. O crime, motivado por ciúmes, segundo a acusação, ocorreu após Natália se aproximar do ex-marido devido à doença do filho. O corpo de Joaquim, de três anos e recém-diagnosticado com diabetes, foi encontrado cinco dias depois no Rio Pardo, em Barretos. Guilherme Longo, preso desde 2018 após ser recapturado na Espanha e extraditado para o Brasil, cumprirá sua pena em regime fechado.



