Padrasto de Joaquim se livrou de uma pena de 1 a 3 anos de prisão; acordo foi feito para que ele fosse deportado para o Brasil
O caso Guilherme Longo, acusado de matar o enteado Joaquim, continua gerando controvérsias. Longo, extraditado da Espanha, foi isento da acusação de ocultação de cadáver, um acordo firmado para viabilizar sua extradição.
Acordo na Espanha e isenção de crime
A isenção da acusação de ocultação de cadáver, crime com pena de 1 a 3 anos de prisão, ocorreu devido a um acordo com o governo espanhol. A Espanha desejava julgá-lo por entrada ilegal no país com passaporte falsificado e por homicídio. Como a ocultação de cadáver não é crime no código penal espanhol, essa condição foi imposta para a extradição. No Brasil, o julgamento por ocultação de cadáver só ocorreria após o cumprimento de pena na Espanha.
Julgamento por homicídio e limitação de testemunhas
Atualmente, Guilherme Longo responde apenas por homicídio triplamente qualificado. Recentemente, a justiça determinou que apenas 5 testemunhas de cada lado sejam ouvidas durante o julgamento. O Ministério Público discorda dessa decisão, argumentando que a complexidade do caso exige um número maior de testemunhas para uma visão completa dos fatos. O promotor Marco Ustúlio Nicolino busca a pena máxima para Longo, alegando não ter participado da negociação com o governo espanhol que resultou na isenção da acusação de ocultação de cadáver. O Ministério Público recorreu da decisão, buscando a inclusão de mais testemunhas no processo.
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Desdobramentos e próximos passos
Além do julgamento por homicídio, Guilherme Longo ainda responderá por outros processos, incluindo o uso de documentos falsos durante sua fuga do Brasil. A decisão de limitar o número de testemunhas preocupa o Ministério Público, que teme que isso prejudique a compreensão completa do caso pelos jurados. A justiça ainda não se pronunciou sobre o recurso apresentado pelo Ministério Público para aumentar o número de testemunhas.



