Técnico de informática é suspeito de matar enteado; ele será ouvido por carta precatória, em Tremembé
Um ano e nove meses após a trágica morte de Joaquim Pontimárquez, aos três anos, por suspeita de overdose de insulina, o padrasto, Guilherme Longo, principal suspeito do crime, será interrogado. Longo permanece preso desde 10 de novembro de 2013, quando o corpo da criança foi encontrado no rio Pardo, em Barretos.
O Interrogatório e a Defesa de Longo
O juiz Luiz Felipe de Souza Marino conduzirá o interrogatório. Antônio Carlos de Oliveira, advogado de defesa, acompanhará a audiência e afirma que Guilherme Longo manterá sua versão dos fatos: ele alega ter saído para comprar drogas e, ao retornar, a criança havia desaparecido. O advogado enfatiza que a acusação de que Longo injetou uma alta dose de insulina em Joaquim cabe ao Ministério Público, que, segundo ele, ainda não apresentou provas concretas. Oliveira ressalta que a única perícia realizada até o momento não identificou níveis elevados de insulina nas vísceras do menino.
Pedido de Nova Perícia e Contestações
A defesa planeja solicitar um novo exame toxicológico, a ser realizado pelo Instituto Nacional de Criminalística, órgão da Polícia Federal em Brasília, para medir os níveis de insulina no corpo de Joaquim. Oliveira argumenta que a alta tecnologia utilizada por esse instituto, em parceria com laboratórios estrangeiros, poderia determinar se houve a aplicação de altas doses de insulina. Alexandre Durante, advogado que representa Arthur Pais, pai de Joaquim, contesta a viabilidade desse exame, argumentando que o corpo da criança foi encontrado em avançado estado de decomposição, o que comprometeria a precisão dos resultados. Segundo Durante, o primeiro laudo pericial já indicava que o material colhido estava em adiantado estágio de putrefação.
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Acusação e Próximos Passos
A acusação busca comprovar que o crime ocorreu dentro de casa, que a criança foi jogada já sem vida no córrego Tanquinho (ausência de água nos pulmões) e o desaparecimento da caneta de insulina. Diante da complexidade e notoriedade do caso, Alexandre Durante acredita que, após o interrogatório, Guilherme Longo e Natália Ponte (mãe da criança) serão levados a júri popular. A defesa de Longo já solicitou quatro habeas corpus, todos negados pela justiça. Natália Ponte, que responde em liberdade, já foi ouvida. Ambos respondem por homicídio triplamente qualificado, e a mãe da criança pode responder por omissão. Após a audiência, serão apresentadas as alegações finais, e a juíza Isabel Cristina Alonso do Santos Bezerra decidirá se um ou ambos irão a júri popular.
O caso segue para as alegações finais, e a decisão da juíza determinará os próximos passos no julgamento.



