Saiba mais sobre a invenção, que na época chegava a 8 km/h, com Tiago Songa na coluna ‘CBN Giro Sobre Rodas’
Neste domingo (29 de janeiro), celebrou-se o 137º aniversário de um marco histórico: a patente do primeiro automóvel. Mas a história por trás dessa invenção é mais complexa do que se imagina.
O nascimento do automóvel (e suas controvérsias)
Em 1886, Karl Benz registrou a patente do seu Motorwagen, um veículo a motor com duas rodas de bicicleta, um eixo e uma tábua para suportar o peso do condutor. Com uma velocidade máxima de 8 km/h, essa invenção era um protótipo, mas representou um avanço tecnológico significativo para a época. Benz e Gottlieb Daimler são frequentemente chamados de “pais do automóvel”, mas a narrativa pode mudar.
A primeira viagem de longa distância
A esposa de Benz, Bertha, ousadamente embarcou numa viagem de aproximadamente 20 km (embora algumas fontes indiquem 50 km) até a casa de sua mãe, levando consigo seus dois filhos. Essa jornada, além de demonstrar a viabilidade do veículo, resultou em imprevistos: o combustível (benzina), vendido em farmácias da época, acabou no caminho, fazendo com que Bertha improvisasse um posto de gasolina na cidade de Wiesloch – que até hoje existe e ostenta uma placa comemorativa.
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A eletricidade na disputa
A história do primeiro automóvel pode ser reescrita. Cinco anos antes da patente de Benz, em 1881, Gustave Trouvé criou na França um triciclo elétrico utilizando um motor da Siemens. Caso os veículos elétricos ganhem ainda mais destaque, a invenção do automóvel poderá ser atribuída a Trouvé, alterando a narrativa histórica.
A jornada de Bertha Benz, a primeira viagem de longa distância de automóvel, e a possível primazia do veículo elétrico mostram como a história da tecnologia é dinâmica e repleta de nuances. A invenção do automóvel, seja a combustão ou elétrica, marcou uma revolução nos transportes e continua a inspirar inovações até hoje.