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Há 30 anos um vendaval escrevia um dos capítulos mais tristes da história de Ribeirão

Em 14 de maio de 1994, por volta das 23h, o tornado de 100 km/ h deixou 600 desabrigados e matou três pessoas; relembre!
vendaval Ribeirão Preto
Em 14 de maio de 1994, por volta das 23h, o tornado de 100 km/ h deixou 600 desabrigados e matou três pessoas; relembre!

Em 14 de maio de 1994, por volta das 23h, o tornado de 100 km/ h deixou 600 desabrigados e matou três pessoas; relembre!

Ribeirão Preto relembra 30 anos do maior desastre natural de sua história: um vendaval devastador.

Uma Noite de Destruição

Em 14 de maio de 1994, às 23h40, um vendaval de proporções inéditas atingiu Ribeirão Preto. Em apenas 10 minutos, a cidade sofreu danos incalculáveis, com mortes e destruição generalizada. O relato de Alexandre Reis, chefe de redação da IPTV e repórter na época, descreve a força avassaladora da tempestade: “A força da chuva era tão grande que ela batia no telhado e a calha não suportava a vazão da água e essa água que batia no meu telhado, ela inundava o alas e aí começava a cair água dentro da casa. Era um negócio absurdo.”

Devastadores Impactos

O vendaval causou estragos significativos em diversos pontos da cidade. A Cervejaria Antarctica teve seu telhado de quase 200 metros destruído, assim como galpões na Avenida Bandeirantes. O Clube Mogiana, durante um baile, teve sua cobertura desabada, mas a rápida reação dos presentes evitou uma tragédia maior. O Hospital São Paulo, em construção, teve o quarto andar completamente destruído. Casas de alvenaria na Zona Norte também sofreram danos severos. A intensidade do granizo foi tamanha que permaneceu no solo por mais de um dia.

Reflexões e Lições

O meteorologista explicou que o fenômeno foi resultado do encontro de uma massa de ar fria com uma massa de ar quente, com diferença de temperatura de 20 graus. A intensidade do vendaval foi classificada como escala zero na escala Fujita, com ventos entre 60 e 110 km/h. Apesar de eventos semelhantes ocorrerem em outras regiões do Brasil, Ribeirão Preto nunca mais vivenciou algo tão intenso. A cidade, com uma população quase dobrada desde então, precisa estar mais preparada para eventos climáticos extremos. A experiência de 1994 serve como um alerta para a necessidade de investimentos em infraestrutura e planejamento urbano que minimizem os impactos de futuros desastres naturais.

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