Conheça a história desse veículo peculiar, que chama a atenção de quem quer que seja; ouça o ‘CBN Giro Sobre Rodas’
Neste sábado, 13 de abril, completaram-se 64 anos do encerramento da produção do Romi-Isetta, o primeiro automóvel fabricado no Brasil. Sua trajetória, iniciada em 1956 em Santa Bárbara d’Oeste (SP), marca um ciclo histórico para a indústria automobilística nacional.
Um carro peculiar
O Romi-Isetta, com sua peculiar aparência de “ovo com quatro rodas”, era um projeto italiano de Iso Rivolta, criado no pós-Segunda Guerra Mundial como solução de mobilidade barata para a Itália. Sua produção no Brasil, pela empresa de compressores Romi, visava aproveitar benefícios fiscais da época para a indústria automobilística.
Da Itália ao Brasil: um projeto adaptado
A Romi adquiriu os direitos de produção do Isetta, adaptando-o com um motor de dois tempos de 250 cilindradas. Apesar de o projeto original ser italiano, a fabricação no Brasil incluiu a produção de peças como portas, chassis e carroceria, diferenciando-o de modelos apenas montados no país a partir de peças importadas, prática comum desde 1919.
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Um marco histórico contestado
Embora 5 de setembro de 1956 seja considerado o dia do lançamento do Romi-Isetta e, consequentemente, o marco do início da fabricação de automóveis no Brasil, há controvérsias. Alguns argumentam que o DKW Vemag, produzido pela Vemag, teria o título, devido à falta de uma resolução oficial reconhecendo a Romi como fábrica de automóveis nacionais em 1956. Independentemente dessa discussão, a produção do Romi-Isetta, com cerca de 3 mil unidades até 1961, representa um capítulo importante da história automobilística brasileira.
A Romi-Isetta, apesar de sua curta trajetória, deixou um legado duradouro, representando o início da produção nacional de automóveis e o pioneirismo da indústria automobilística brasileira. Sua história, marcada por inovação e controvérsias, continua a fascinar entusiastas e historiadores até os dias de hoje.