Estudo indica que há 260 milhões o ‘Irati’ era formado por água salgada, limpa, clara e quente; fique por dentro!
Em meio ao calor intenso de 40 a 41 graus, a conversa entre os apresentadores de um programa de rádio divagava sobre o desejo de estar à beira-mar. A saudade da praia e a fantasia de um litoral em plena cidade de Ribeirão Preto davam o tom inicial da discussão.
Um Mar Interior no Passado
Devaneios à parte, a conversa tomou um rumo científico ao abordar uma descoberta fascinante: há 260 milhões de anos, um mar cobria grande parte do interior do Brasil, incluindo Minas Gerais, Goiás, Uruguai e Argentina. Conhecido como Mar de Irati, esse oceano de água salgada, limpa, clara e quente, deixou vestígios em diversas regiões.
Evidências em Ribeirão Preto
Pesquisadores brasileiros e portugueses encontraram evidências do Mar de Irati em Santa Rosa de Viterbo, próxima a Ribeirão Preto. Fósseis encontrados na região ajudaram a comprovar a existência desse mar interior, que possuía características distintas das praias atuais. A pesquisa se baseou na análise desses elementos, que se concentram em Santa Rosa de Viterbo, indicando a presença de um mar na região.
Praias de Pedra Calcária
Ao contrário das imagens paradisíacas de praias com areia branca, as praias do Mar de Irati eram formadas predominantemente por pedra calcária. Apesar da diferença visual, a existência desse mar de aproximadamente 1 milhão de quilômetros quadrados e com profundidade média de 200 metros, é uma descoberta que ressignifica a história geológica da região, mostrando que o cenário atual é resultado de transformações ocorridas ao longo de milhões de anos. A brincadeira inicial sobre o desejo de uma praia em Ribeirão Preto ganha um novo contexto, ligando a imaginação à ciência e à história da região.



