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Há sete anos era deflagrada a primeira diligência da Operação Sevandija

Investigações estão em xeque com a decisão de que são inválidas as escutas telefônicas; Marcelo Fontes traz os detalhes
Operação Sevandija
Investigações estão em xeque com a decisão de que são inválidas as escutas telefônicas; Marcelo Fontes traz os detalhes

Investigações estão em xeque com a decisão de que são inválidas as escutas telefônicas; Marcelo Fontes traz os detalhes

Em Ribeirão Preto, sete anos após sua deflagração, a Operação Cidadania permanece em um momento crucial. Iniciada com o objetivo de desvendar o que seria o maior esquema de corrupção da história da cidade, envolvendo a ex-prefeita Dárcy Vera, empresários e secretários, a operação teve suas provas principais, as escutas telefônicas, anuladas. A justiça de terceira instância decidirá se as escutas são válidas, com o Supremo Tribunal Federal (STF) tendo a palavra final.

A Operação Cidadania em xeque

A segunda turma do STF, composta pelos ministros Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Edson Fachin, André Mendonça e o relator Kassio Nunes Marques, analisará a validade das escutas. Marques já se manifestou a favor da validade das provas. Uma decisão desfavorável implicaria na reavaliação de todo o processo pela justiça de Ribeirão Preto, um processo complexo devido ao tempo transcorrido e à dificuldade de obtenção de novas provas. A operação, vale lembrar, resultou no afastamento da ex-prefeita e de vários vereadores.

Impacto da anulação das provas

A anulação das escutas telefônicas representaria um grande revés para a Operação Cidadania. Especialistas afirmam que, sem elas, todas as provas derivadas se tornariam inválidas. O juiz Nelson Augusto Bernarde de Souza, de Campinas, atualmente responsável pelo caso, terá a responsabilidade de analisar a situação e decidir sobre a possibilidade de reabertura do processo para a busca de novas provas, um desafio considerável devido ao tempo decorrido.

Obra da Ribrand-Mobilidade: conclusão após anos de espera

Enquanto a Operação Cidadania aguarda desfecho, outra questão que marcou a cidade nos últimos anos chega ao fim: a obra da Ribrand-Mobilidade. Iniciada em 2020, a construção do túnel que liga a Avenida Independência à Presidente Vargas, inicialmente orçada em R$ 24 a 25 milhões, sofreu atrasos e aumento de custos, chegando a R$ 27 milhões. A obra, que causou transtornos aos comerciantes locais, será entregue em 7 de setembro, marcando o fim de um longo período de espera e impactos na região.

A entrega do túnel representa um marco, mostrando os desafios e o tempo que uma obra pode levar para ser concluída, impactando o comércio e a vida da população. A revitalização do entorno da Avenida 9 de Julho, que também está em andamento, visa amenizar os impactos causados pela construção do túnel.

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