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Há um caminho, mas a equidade de gênero ainda é longe do ideal no mercado de trabalho

Neste Dia Internacional das Mulheres (8), David Forli Inocente traz algumas estatísticas na coluna 'CBN Carreiras e Lideranças'
Há um caminho
Neste Dia Internacional das Mulheres (8), David Forli Inocente traz algumas estatísticas na coluna 'CBN Carreiras e Lideranças'

Neste Dia Internacional das Mulheres (8), David Forli Inocente traz algumas estatísticas na coluna ‘CBN Carreiras e Lideranças’

Avanços nas posições de liderança

Em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, especialistas discutiram os progressos e lacunas da participação feminina no mercado de trabalho. Segundo dados apresentados pelo professor Davi Forlinocente, houve crescimento relevante em cargos de direção no Brasil entre 2017 e 2022: a presença feminina em presidências subiu de 8% para 17%; em vice-presidências, de 18% para 34%; e nos conselhos de administração, de 10% para 21%. Esses avanços colocam o país à frente de alguns indicadores globais, como o relatório Women in Business da consultoria Grant Thornton, que aponta que apenas 32% dos cargos de alta gerência no mundo são ocupados por mulheres.

Desigualdades que persistem

Apesar dos progressos, outros indicadores mostram diferenças estruturais. Há predominância masculina em muitas vagas; as estatísticas apontam desigualdades por escolaridade e condição materna. A taxa de emprego entre mulheres que são mães é de cerca de 54%, e entre mulheres negras que são mães esse percentual cai para aproximadamente 49%. Esses números evidenciam que raça, gênero e maternidade continuam a impactar o acesso a trabalhos formais e a posições de maior responsabilidade.

Recomendações para empresas e líderes

Para transformar a realidade do mercado, pesquisadores propõem ações concretas. A professora Ashley Shelby Rosette, da Fuqua School of Business (Duke University), sugere uma revisão de processos organizacionais para promover inclusão. Entre as medidas destacadas estão: o envolvimento ativo da alta liderança na análise dos dados de gênero na empresa; programas de treinamento para preparar mulheres rumo à liderança; revisão das políticas de recrutamento com metas claras; criação de flexibilidade e condições que permitam a permanência de mães no trabalho; e, por fim, ouvir as mulheres para ajustar cultura e práticas internas.

Os participantes da discussão ressaltaram que as conquistas atuais são resultado de trajetórias que antecedem as profissionais de hoje e que ainda há muito a caminhar. Mudanças em processos, práticas de gestão e políticas de recursos humanos são apontadas como essenciais para consolidar e acelerar a participação feminina em todos os níveis das organizações.

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