Em 2018, uma pesquisa revelou que o risco cresce de 4% a 8% durante o torneio; cardiologista, Paulo Negreiros fala dos cuidados
A incidência de infartos aumenta entre 4% e 8% durante a Copa do Mundo, segundo estudos realizados desde 1996. O cardiologista Paulo Negreiros explica que, embora emoções fortes possam ser um fator contribuinte, o problema maior reside na falta de acompanhamento médico preventivo.
Emoções Fortes e o Risco de Infarto
O Dr. Negreiros destaca que, para indivíduos saudáveis, emoções intensas relacionadas a jogos de futebol, normalmente, não causam eventos cardíacos. No entanto, pessoas com problemas cardíacos preexistentes, mesmo que não diagnosticados, correm maior risco. O aumento da adrenalina durante momentos de grande tensão ou euforia provoca aumento na frequência cardíaca e pressão arterial, podendo desencadear um infarto em indivíduos vulneráveis. A pressão arterial pode atingir níveis perigosos (ex: 220×220 mmHg), forçando placas de aterosclerose e causando obstrução das artérias coronárias.
Fatores de Risco e Prevenção
O médico explica que o aumento de infartos em jovens está relacionado a doenças cardíacas subdiagnosticadas, associadas a mudanças no estilo de vida moderno: consumo precoce de cigarro e drogas, maior acesso a álcool e estresse diário. Hábitos pouco saudáveis, combinados com predisposição genética (histórico familiar de infarto precoce), podem antecipar o aparecimento de problemas cardíacos. A recomendação é iniciar o acompanhamento médico a partir dos 40 anos, ou antes caso haja histórico familiar de problemas cardíacos.
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Recomendações e Cuidados
Para prevenir problemas cardíacos durante eventos de alta emoção como a Copa do Mundo, o Dr. Negreiros enfatiza a importância do acompanhamento médico regular, principalmente para pessoas com histórico familiar de doenças cardíacas ou hipertensão. Manter o tratamento médico em dia e evitar excessos (álcool, comida) durante os jogos são cruciais. A conscientização sobre os riscos e a busca por acompanhamento médico preventivo são fundamentais para reduzir a incidência de infartos, especialmente durante períodos de grande estresse emocional.


