Falta de anestesistas fez com a que os procedimentos fossem suspensos desde o começo de abril
Após quase dois meses de paralisação, o Centro de Transplante de Fígado do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (HC-RP) da Faculdade de Medicina da USP voltará a funcionar. A previsão é que os novos profissionais contratados, entre cirurgiões e anestesistas, iniciem suas atividades na segunda-feira.
Contratações e Repasses
O atendimento estava suspenso desde o início de abril, principalmente devido à falta de médicos anestesistas. Pacientes em espera pelo transplante foram transferidos para hospitais de São José do Rio Preto e Campinas. Um repasse de R$ 3 milhões do governo de São Paulo viabilizou a contratação de 76 novos profissionais da saúde para o HC-RP, incluindo enfermeiros, agentes de saúde e profissionais de farmácia, nutrição, fisioterapia e psicologia. Apesar disso, o hospital ainda enfrenta um déficit de aproximadamente 348 profissionais.
Impacto e Mortes
Durante o período de interrupção, duas pessoas transferidas para outros hospitais vieram a óbito. O superintendente do HC-RP, professor Benedito Carlos Maciel, afirma que todos os pacientes receberam assistência, mas reconhece que as mortes podem estar relacionadas à longa espera na fila de transplantes, agravada pela escassez de órgãos disponíveis. O secretário estadual da saúde trabalha para aumentar as doações de órgãos.
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Situação Crítica e Soluções de Longo Prazo
O diretor presidente da Regional do Sindicato dos Médicos de São Paulo em Ribeirão Preto, Lisses Estrogófi de Matos, classifica o anúncio das contratações como uma medida paliativa, insuficiente para atender às necessidades do hospital. A situação da cirurgia no HC-RP é considerada crítica, e a solução demanda planos de carreira, remuneração adequada e a correção de distorções salariais que persistem desde 2013. A suspensão do centro de transplante motivou a convocação do secretário estadual da saúde para prestar esclarecimentos na Assembleia Legislativa do Estado.



