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HC de Ribeirão fará procedimento de separação de gêmeas siamesas

As cearenses Maria Ysabelle e Maria Ysadora, de 1 ano e 6 meses, nasceram unidas pela cabeça; operações começam em fevereiro
separação de gêmeas siamesas
As cearenses Maria Ysabelle e Maria Ysadora, de 1 ano e 6 meses, nasceram unidas pela cabeça; operações começam em fevereiro

As cearenses Maria Ysabelle e Maria Ysadora, de 1 ano e 6 meses, nasceram unidas pela cabeça; operações começam em fevereiro

Maria Isabelle e Maria Isadora, irmãs unidas pelo crânio, compartilham mais do que apenas o primeiro nome. A condição, considerada rara, acometendo uma em cada 1,5 milhões de nascimentos, está prestes a ter um final feliz graças ao trabalho árduo de uma equipe médica.

Cirurgia Complexa e Planejamento Rigoroso

A cirurgia de separação é extremamente complexa e exigiu um ano de estudos para confirmar a viabilidade do procedimento. A boa notícia é que os cérebros das gêmeas são independentes. Agora, o foco está em analisar outros aspectos cruciais para o sucesso da operação, como a adaptação das estruturas anatômicas relacionadas à motricidade e sensibilidade ao espaço diferente de um crânio habitual.

Desafio Médico e Logístico

O professor de neuro-radiologia da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto, Antônio Carlos dos Santos, explica a complexidade do caso. O diretor do Departamento de Atenção à Saúde do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (HCR), Antônio Paz Enfilho, destaca o custo do procedimento: fora do SUS, custaria US$ 2,5 milhões. A cirurgia envolverá pelo menos 30 profissionais de diferentes áreas, incluindo um médico dos Estados Unidos, e exigirá uma logística impecável, com equipamentos e suprimentos específicos. O procedimento, inédito no país, prevê quatro cirurgias em um ano.

Expectativa e Precauções

A primeira cirurgia está prevista para fevereiro, mas a última requer atenção especial, como destaca Jaim Farina Jr., chefe da Divisão de Cirurgia Plástica da USP. A equipe está mobilizada e confiante em um resultado positivo. Um caso semelhante ocorreu em São Paulo há dez anos, mas um dos pacientes faleceu pouco tempo depois, devido a problemas de saúde preexistentes. A colaboração entre profissionais do HCR Ribeirão Preto e médicos do Ceará, onde as meninas nasceram, é fundamental para o sucesso deste desafio médico inédito no Brasil.

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